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Retrospectiva: 2025 na revista dos livros
Dalton Trevisan, Virginia Woolf, Leminski, Chimamanda, Pessoa e mais: com homenagens a grandes autores, a Quatro Cinco Um fecha o ano com o marco da centésima edição
19dez2025Nada como um número redondo e de três dígitos para encerrar este ano, marcado por efemérides e celebrações. Em 2025, a Quatro Cinco Um alcançou, com a revista de dezembro, o marco da centésima edição publicada — graças aos milhares de leitores que compram a edição impressa em bancas e livrarias ou mantêm uma assinatura e, assim, garantem a independência e a perenidade da revista dos livros e de outros projetos editoriais nascidos a partir dela.
Além das doze revistas impressas publicadas ao longo do ano, que culminaram na centésima edição, é de se comemorarem todos os conteúdos produzidos em diferentes espaços e plataformas da revista.
Foram mais de oitocentos textos no site, 53 episódios do 451 MHz, 23 clubes de leitura, mais de 180 newsletters e 1425 livros publicados no Listão. Ainda ganhamos reforços na equipe de colunistas: o jornalista Fernando Luna estreou a coluna Autobibliografia no site e a poeta Bruna Beber entrou para o podcast 451 MHz como colunista e entrevistadora.
Entre capas e episódios
O ano começou com uma capa em homenagem a Dalton Trevisan, morto no fim de 2024, aos 99 anos. Em fevereiro, a revista dos livros discutiu os romances não ficcionais do escritor francês Emmanuel Carrère. A capa de março trouxe livros e relatos de mulheres viajantes. Em abril, o destaque foi para a autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que acabava de lançar o romance A contagem dos sonhos. E maio celebrou a escritora inglesa Virginia Woolf, cujo romance Mrs Dalloway completou cem anos e ganhou novas traduções e edições em 2025.
Mais Lidas
Em junho e julho, a revista dos livros colocou em pauta os festivais literários que agitaram o meio do ano: A Feira do Livro, realizada pela Associação Quatro Cinco Um, em parceria com a Maré Produções, na Praça Charles Miller; e a Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, tradicional evento na cidade histórica fluminense, destacado em uma capa de Paulo Leminski, o homenageado deste ano.
No segundo semestre, as capas da Quatro Cinco Um passearam por diversos cantos do mundo: a autora japonesa Sayaka Murata foi a retratada de agosto; setembro reuniu textos sobre lançamentos amazônicos; em outubro, a revista dos livros fez o já tradicional especial infantojuvenil, voltado este ano para a poesia, e um especial dedicado à Palestina; e novembro homenageou os escritores do Atlântico negro francófono. Já em dezembro, no clima de fim de ano e das retrospectivas, a revista dos livros trouxe o clássico Os Melhores Livros de 2025, escolhidos por 175 colaboradores.
Homenagens a grandes autores também marcaram o 451 MHz, o podcast para quem lê até com os ouvidos. Nos oitenta anos da morte do fundamental Mário de Andrade, um episódio especial em formato narrativo nos colocou dentro do barco de Mário na inesquecível viagem à Amazônia em 1927, que resultou numa preciosidade literária muito citada mas pouco lida: O turista aprendiz.
Esse registro da aventura havia acabado de voltar às livrarias brasileiras, publicado em outubro de 2024 pela Tinta-da-China Brasil, selo editorial da Associação Quatro Cinco Um. O livro se tornou um item essencial na bagagem de qualquer viajante que se aventura pela Amazônia, ainda mais no ano da COP30.
Outra efeméride que o 451 MHz não deixou passar em branco foram os noventa anos da morte do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). O podcast publicou o episódio Fernando Pessoa: todos os sonhos do mundo, que investigou a vida e o legado do autor — um quebra-cabeça que continua entretendo estudiosos, artistas e leitores.
Em um ano de grandes episódios, o que bateu recorde de audiência foi o 135: A terra dá, a terra quer, com a gravação da participação de Antônio Bispo dos Santos, o Nego Bispo, n’A Feira do Livro 2023, um ano antes de sua morte. Em uma conversa com a pesquisadora e colunista da Quatro Cinco Um Bianca Tavolari ocorrida no festival, ele discutiu ideias presentes em seu A terra dá, a terra quer (Ubu e Piseagrama).
O programa termina o ano consolidado como principal podcast de livros da imprensa brasileira, com mais de 50 mil downloads mensais e nova periodicidade: semanalmente, em todas as sextas, falamos com autores, críticos e leitores sobre os livros mais legais que acabam de ser publicados no Brasil. Leia a retrospectiva 2025 sobre o podcast.
Alimentando leitores
Neste agitado 2025, a revista dos livros também lançou uma supereditoria dentro do novo site: a Bagagem Literária. Além de textos e imagens sobre o universo da leitura e da escrita, a nova seção veicula serviços e informações para quem tem mania por livros: um Guia de Livrarias e um Guia de Editoras, com verbetes e reportagens sobre a história e a atuação de cada uma delas.
Apesar de ter menos de um ano, a Bagagem Literária teve textos que engajaram os leitores: a reportagem “Traduzindo com robôs”, da tradutora Marina Darmaros, sobre o uso de inteligência artificial na tradução literária foi uma delas; seguida de “Curitiba, cidade das letras”, realizada pelo jornalista Marcelo Miranda, sobre a vibração literária da capital paranaense.
Além disso, a Bagagem Literária trouxe atualizações sobre as principais premiações do mundo da literatura, com matérias sobre o Nobel de Literatura; o Goncourt, o principal prêmio literário da França; o Booker Prize e o National Book Awards, dos Estados Unidos; o Oceanos, de língua portuguesa; e os prêmios brasileiros Jabuti, Biblioteca Nacional e São Paulo de Literatura. A Quatro Cinco Um também fez coberturas especiais ao longo do ano, entre elas d’A Feira do Livro, da Flip, Flin e Fliparaíba.
Realizada com os recursos da Associação Quatro Cinco Um oriundos das assinaturas e de uma bolsa do International Center for Journalists (ICFJ), a Bagagem Literária inclui uma grande agenda com lançamentos, festivais, clubes de leitura e outros eventos sobre livros em todo o país.
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