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Silvana Tavano e Ana Maria Vasconcelos vencem o Prêmio Oceanos
As escritoras brasileiras foram reconhecidas nas categorias prosa e poesia, respectivamente
10dez2025As escritoras brasileiras Silvana Tavano e Ana Maria Vasconcelos venceram a edição 2025 do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, com o melhor livro de prosa e de poesia, respectivamente. O anúncio foi feito na noite de terça-feira (9), em cerimônia na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Desde que as duas categorias foram criadas, em 2023, foi a primeira vez que representantes de um mesmo país saíram vencedores.
A paulistana Silvana Tavano levou o troféu pelo romance Ressuscitar mamutes (Autêntica Contemporânea, 2024), que também concorreu ao Prêmio São Paulo de Literatura e ao Jabuti, dois dos maiores reconhecimentos literários no Brasil. Na história, a narradora reinventa passado e futuro da mãe já falecida.
Em entrevista à edição da Quatro Cinco Um de junho de 2024, Tavano falou sobre algumas das inspirações para o romance. “O tempo sempre foi um tema para mim: o começo e o fim das coisas, os ciclos. Isso está nos meus infantojuvenis, em meu primeiro romance [O último sábado de julho amanhece quieto, Autêntica Contemporânea, 2022]. Eu queria falar do tempo e assisti a um documentário sobre mamutes, uma história muito louca, cientistas querendo fazer reexistir (eles falam assim) aqueles bichos imensos.”
Ela disputou com A cegueira do rio, do moçambicano Mia Couto (Companhia das Letras); As melhoras da morte, de Rui Cardoso Martins (Tinta-da-China); Mestre dos batuques, do angolano José Eduardo Agualusa (Tusquets); e Vermelho delicado, da portuguesa Teresa Veiga (Tinta-da-China).
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Já a alagoana Ana Maria Vasconcelos venceu com a coletânea de poemas Longarinas (7Letras), que, na definição do curador do prêmio, Manuel da Costa Pinto, “privilegia a forma curta para tratar da passagem do tempo e da permanência”.
Os demais concorrentes em poesia eram O pito do pango & outros poemas, de Fabiano Calixto (Corsário-Satã); Lições da miragem, do português Ricardo Gil Soeiro (Assírio & Alvim); Coram populo: poesia reunida 2, da brasileira Maria do Carmo Ferreira (Martelo); e As coisas do morto, do moçambicano Francisco Guita Jr. (Gala-Gala).
Pela premiação, cada uma das vencedoras vai receber a quantia de R$ 150 mil. Elas superaram 3.142 livros inscritos, número recorde para a competição.
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