Divulgação Científica,

Baleias, palmeiras e pássaros de Humboldt

Duas regiões da Colômbia estão ameaçadas de destruição por projetos que ignoram tesouros que o naturalista alemão revelou para a humanidade

01mar2020

O que é a natureza? Uma aliada ou uma inimiga? Algo que temos a obrigação de conquistar e dominar? Ou, antes, uma parte de nós — animais humanos — que devemos contemplar e tentar entender, com olhos ao mesmo tempo curiosos, científicos e reverentes? A história da humanidade é, em boa medida, a história de nossa relação com a natureza, ou seja, a história do lugar que o Homo sapiens atribui a si mesmo frente a ela. Uma coisa é nos colocarmos acima da natureza (como seres não naturais, e sim divinos, feitos à imagem e semelhança de Deus) e acreditar que nosso destino consiste em dobrá-la e submetê-la a caprichos, em nosso benefício. Outra, muito diferente, é nos sentirmos parte de um todo e reconhecer que ela nos determina e nós a afetamos.

A revolução cultural mais profunda do século 19 foi o golpe no orgulho humano que a teoria da evolução de Darwin nos desferiu: o homem não é um caso à parte na cadeia da vida nem o centro da criação, mas sim um mamífero vertebrado a mais, parente distante das vacas e dos ratos, primo-irmão dos gorilas, dos chimpanzés e de todos os primatas. Mas o pensamento de Darwin, por sua vez, não é outra coisa que o desenvolvimento do olhar e das observações de outro grande naturalista, Alexander von Humboldt (1769-1859), que o precedeu nos mesmos territórios, e quem guiou os passos do inglês durante a viagem do Beagle pela América do Sul. Um dos livros que ele levou consigo em sua expedição de cinco anos foi Voyage aux régions équinoxiales du nouveau continent [Viagem às regiões equinociais do novo continente] (1799-1804), de Humboldt.

Era sobre Alexander von Humboldt a extraordinária exposição que ficou em cartaz de maio a julho de 2019 no Museu de Arte da Universidade Nacional de Bogotá:  La naturaleza de las cosas. Com curadoria de Halim Badawi, a mostra nos fez entender como um só homem, esse grande cientista alemão, ensinou ao mundo inteiro, e sobretudo a nós mesmos, a olhar a natureza do trópico com olhos atônitos e maravilhados. Antes dele — o último dos ilustrados e o primeiro dos românticos —, a natureza era considerada uma grande adversária a ser domada, mesmo à custa de sua destruição. A partir de Humboldt (ao lado do grande botânico e sábio, o espanhol José Celestino Mutis), a chamada zona tórrida deixou de ser o reino monstruoso da desmesura ou da decadência. O francês Buffon, por exemplo, defendera que o clima insalubre dos trópicos produzia seres inferiores: demonstrava isso pelo fato de que, na América do Sul, os leões não desenvolveram juba — as suçuaranas —, e os humanos do sexo masculino careciam de barba — os indígenas. Humboldt modificou radicalmente essas observações superficiais, racistas e carregadas de preconceito. As regiões equatoriais, em sua opinião, eram antes o laboratório ideal para compreender melhor como a geologia, a geografia, a biologia e a política, inclusive, intervinham no destino do mundo. Simón Bolívar chamou Humboldt, com razão, de “o descobridor cientista do Novo Mundo, cujo trabalho deu à América algo melhor do que todos os conquistadores juntos”.

Caminho da jubarte

Ao maravilhar-se com o esplendor e a diversidade dos pássaros dos Andes, Humboldt foi, entre outras coisas, um dos fundadores da ornitologia. Também foi o primeiro a apontar a unidade e a inter-relação ecológica entre aquilo que era chamado de “os diferentes reinos do cosmos”: o mineral ou geológico, o vegetal e o animal. Descobriu, na costa do Peru, a corrente marítima que leva seu nome — águas frias que ascendem do fundo do mar e determinam o regime de chuvas do planeta (o famoso fenômeno El Niño, que marca o aquecimento cíclico dessa corrente e afeta o clima do mundo inteiro, desde a intensidade das chuvas no Peru, no Equador e na Colômbia até a das secas ou inundações na Austrália e na Índia). A mesma corrente guia as baleias-jubarte para dar à luz seus filhotes e brincar com eles nas águas mornas que se instalam na costa do Pacífico tropical colombiano no meio do ano. As jubarte podem ser vistas, por exemplo, no Parque Nacional Enseada de Utría, na região de Chocó, no oeste do país.

Exatamente ali, naquela enseada, o atual governo da Colômbia pretende construir o porto de Tribugá, uma insanidade ambiental e um massacre ecológico. Esse porto sem lógica e desnecessário, já que é perfeitamente possível impulsionar e ampliar o porto mais importante do Pacífico do país (o Buenaventura), arrasaria quase mil hectares de manguezais, destruiria o hábitat de quatro espécies de tartarugas marinhas e alteraria o corredor por onde migram, dão à luz, reproduzem-se, comem e cantam as baleias. Tribugá é uma ideia de empresários do interior, aliados de investidores internacionais ávidos por lucro e nada mais. A região de Chocó — a mais pobre, mas também a mais intacta do país — precisa, na verdade, de investimento em escolas, aquedutos, saneamento básico, educação na área de turismo e ecologia, saúde, higiene e na conservação da floresta. Não precisa de um porto nem de uma rodovia que, além de tudo, desmataria intensamente um dos pulmões selváticos com a maior biodiversidade da Terra.

Visito com frequência, e há muitos anos, a enseada de Utría, no município chocoano de Nuquí. Descrevi essa região em meu romance Fragmentos de amor furtivo, lançado em língua espanhola pela Alfaguara em 1998:

“Lá, a maré sobe e desce, e quando sobe, chega até a beira da selva, e quando desce, é preciso caminhar para se chegar à beira d’água. Há muito verde, muito azul, mas sobretudo muito cinza. Em Naquí tudo é cinzento, e tão denso, mas é o Paraíso, embora não se imagine que o Paraíso seja cinzento. O céu tem nuvens e é o Céu. Atrás do mar está a selva, a selva intacta, tal como a encontrou Colombo, a mesma vista por Balboa, quando achou que era pacífico o Pacífico. De frente para o mar, ao fundo, nesta época passam as baleias. E por trás escorrem ao mar milhares de riachos de águas frias, cristalinas, entre pedras e bicas e cascatas, entre pica-paus de cores nunca vistas e letárgicos camarões de rio, descem cachoeiras rodeadas por árvores altíssimas, velhíssimas, grossas feito canoas, duras feito as pedras polidas pela água, altas como precipícios e que dão sombras gigantescas. À noite, em Chocó, dá medo, pois caem aguaceiros como espessas e ondeantes cortinas d’água, água e mais água e mais água, cada vez mais água, e sucessivos raios. A única luz, intermitente, que ilumina as ondas furiosas, a selva e até nossas próprias mãos, é a dos relâmpagos. A gente está em meio à natureza e se sente só, desprotegido, como um animal velho, como um homem primitivo. Sem entender nada. A gente só e sem entender nada em meio ao universo. Maravilhado por estar vivo, vivo apesar do medo, e o coração palpita fortíssimo, saltando do peito”.

Depois de perder as últimas eleições, o candidato do Partido Verde à presidência da Colômbia, Sergio Fajardo, foi linchado nas redes sociais porque decidiu descansar de uma campanha selvagem refugiando-se num mundo natural de calma e contemplação. Fajardo se afastou do debate político e foi ver baleias em Nuquí. Isso, a muitos, pareceu inconcebível, como se o homem estivesse dando as costas aos problemas do país. Ao contrário; ele estava encarando uma de suas maiores riquezas naturais. Oxalá o presidente da Colômbia, oxalá todos os que aspirem a dirigir o país fossem alguma vez ver baleias em Nuquí, na corrente de Humboldt, nas selvas mais antigas deste continente, selvas úmidas que existiam até mesmo antes que a cordilheira dos Andes começasse a se levantar do fundo da Terra.

Em 4 de maio de 2019, um sábado, sem ter um fio de cabelo de ornitólogo, participei como entusiasta do Global Big Day, uma iniciativa organizada anualmente pela universidade norte-americana de Cornell. Fiquei observando pássaros nas montanhas, assim como outras 30 mil pessoas no mundo todo. Contabilizei, sem ser especialista, e depois de apenas duas horas, dezoito espécies: corruíras, pica-paus, urubus-de-cabeça-preta, pintarroxos, tico-ticos, pombos, aracuãs, falcões, periquitos, araras… Era o dia mundial de observação de aves, e a Colômbia foi o país que mais registrou espécies diferentes: foram avistadas 1.591 em um único dia. Por três anos consecutivos, a Colômbia é o país que registra a maior diversidade de pássaros no mundo. Muitos dos ornitólogos verdadeiros que participaram desse evento quiseram alcançar a precisão e o detalhamento descritivo de Humboldt. Vejamos, por exemplo, a descrição do alemão de uma ave noturna das cavernas da Venezuela, o guácharo, em Voyage aux régions équinoxiales:

“O guácharo é do tamanho de nossas galinhas, tem o bico dos noitibós e das arapongas, a aparência dos urubus cujo bico uniforme está rodeado de tufos de cerdas rígidas. Suprimindo, de acordo com o sr. Cuvier, a ordem dos Picae, é preciso relacionar essa ave extraordinária aos passeriformes, cujos gêneros estão ligados entre si por transições quase imperceptíveis. Divulguei-o com o nome de Steatornis em uma monografia particular que contém o segundo volume de minhas Observações de zoologia e de anatomia comparadas: ele forma um novo gênero (rostrum validum, lateribus compressum, apice adoncum, mandibula superiori sbidentata, dente anteriori acutiori. Rictus amplissimus. Pedes breves, digitis fisis, unguibus integerrimis), muito diferente do Caprimulgus, por causa do volume de sua voz, por seu bico extremamente forte e munido de dente duplo, por seus pés destituídos de membranas que unam as falanges anteriores dos dedos. O guácharo fornece o primeiro exemplo de uma ave noturna entre os passeriformes dentirrostros. Sua plumagem é de um cinza azulado bem forte, misturado a pequenas estrias e pontos pretos. A cabeça, as asas e a cauda são marcadas por grandes manchas brancas em forma de coração, ornadas de preto. Os lampejos do dia ferem os olhos do pássaro, que são azuis e menores que os dos noitibós ou dos sapos-voadores. As asas são compostas de dezessete ou dezoito plumas rêmiges, e sua envergadura é de três pés e meio. O guácharo sai da caverna assim que cai a noite, em especial quando a lua está brilhando. É praticamente a única ave noturna frugívora que conhecemos até agora; e a conformação de seus pés comprova sem dúvida que ela não caça como nossas corujas. Os índios garantem que os guácharos não perseguem nem os insetos lamelicórnios nem as mariposas que servem de nutriente aos noitibós. Difícil é imaginar o espantoso ruído na parte escura das cavernas coalhadas dessas aves. Os sons agudos e penetrantes que produzem repercutem nas abóbadas rochosas, e o eco os multiplica. Os índios nos mostravam os ninhos fixando as tochas no alto de uma longa vara. Esses ninhos se encontravam a 50 ou 60 pés acima de nossas cabeças, em buracos em forma de funil que peneiram o teto da gruta. O ruído cresce à medida que se avança e que as aves se assustam com a luz espalhada pelas tochas de resina copal; e, quando o barulho perto de nós cessava por alguns minutos, ouviam-se ao longe os lamuriosos guinchos das aves que faziam ninhos em outros vãos da caverna. Era como se aqueles bandos estivessem conversando”.

E a descrição segue por várias páginas, analisando os hábitos e a alimentação desses pássaros, além do uso que os indígenas fazem de sua gordura (a caverna é chamada, inclusive, de “mina de gordura”). A paciência de Humboldt, que além de tudo desenha detalhadamente cada parte dessa espécie, é exemplo sempre vivo de sua curiosidade, minúcia e precisão científica. Graças a ele, começamos a descobrir nossa riqueza tropical, tanto em variedade de aves como de paisagens, plantas, insetos e anfíbios. Sua contribuição não se extingue com os anos, sendo incomensurável ainda hoje.

A exuberância do trópico, que quase nos deixa atordoados diariamente por seus excessos, que quase nos obriga a abrir mão de entendê-lo, é a mesma que assombrou Humboldt e a que o levou a percorrer, com o olhar atônito, os rios, as florestas, as cordilheiras, os vulcões. De passagem por Quindío, entre os novelos inextricáveis de vales, quedas d’água, precipícios, cascatas e montanhas, Humboldt descreveu a árvore nacional da Colômbia: a palmiera-de-cera (Ceroxylon quindiuense). Essas palmeiras, as mais altas do reino vegetal (há exemplares de até 60 metros), são particularmente numerosas no belíssimo vale andino de Cocora, no município de Salento. Voltemos a ler uma parte do que disse Humboldt sobre essas palmeiras em Voyage aux régions équinoxiales:

“A Oreodoxa regia ou palmeira-real, da ilha de Cuba, e o Ceroxylon dos altos Andes, exibem as formas mais majestosas que já vimos entre as palmeiras do Novo Mundo. Na medida em que se avança em direção à zona temperada, as plantas dessa família diminuem de tamanho e de beleza. Que diferença entre as espécies que acabamos de citar e a tâmara do Oriente, que, infelizmente para os pintores paisagistas da Europa, é a referência do grupo das palmeiras! […] Analogias incompletas impedem que os europeus tenham uma ideia precisa do aspecto da zona tórrida. […] As formas dos vegetais determinam a fisionomia da natureza, e essa fisionomia influi nas disposições morais dos povos. Cada tipo compreende espécies que, embora conformes entre si em sua aparência geral, diferem no desenvolvimento variado dos mesmos órgãos. As palmeiras, as escitamíneas, as malváceas, as árvores de folhas penadas, não têm sempre as mesmas belezas pitorescas; e geralmente, tanto nas plantas como nos animais, as mais belas espécies de cada tipo pertencem à zona equatorial”. Os pequenos frutos dessas palmeiras são o único alimento de algumas espécies de pássaros adaptadas a conviver com elas.

Ouro de tolo

Em junho de 2019, o acordo, aprovado pelo Conselho Municipal de Salento, proibindo a construção de uma grande mineradora em seu território, foi declarado nulo pelo Tribunal Administrativo de Quindío, diante de uma demanda do governador desse departamento dos Andes colombianos. E o que é pior: sabe-se que há licenças de exploração de minas, aprovadas ou em trâmite, para 34% do território de Salento, incluindo a zona do vale do Cocora, famosa por suas majestosas palmeiras-de-cera. Descobriu-se que nas entranhas dessa região montanhosa há, provavelmente, jazidas de ouro, cobre e prata. E, embora ali a economia esteja baseada na agricultura (café, banana, cítricos), na piscicultura (truta), no turismo e nas pequenas propriedades criadoras de gado, a voracidade das grandes empresas mineradoras transnacionais despreza as tradições e mesmo os desejos da comunidade. A essa voracidade soma-se o fato de que o subsolo do território pertence ao Estado, dono de uma sede insaciável de regalias que possa obter do ouro e de outros metais.

Com o ouro pode ser escrito um dos capítulos mais alucinantes da interminável história da estupidez humana. Para começar, trata-se de um metal inútil. Resistente, sem dúvida brilhante, mas, com exceção de uma coroa nos molares, algumas mínimas quantidades em microcircuitos e em joias, que, na verdade, só têm a função de exibir riqueza, o ouro não serve para nenhum outro fim — a não ser a acumulação nos gigantescos cofres dos bancos centrais do mundo. Se fosse útil de verdade, seria retirado dali e usado em alguma coisa, mas passa a vida guardado em lingotes empilhados que dormem protegidos em abóbadas blindadas, secretas, vigiadas. Seu valor não é real, mas simbólico.

A maioria dos países ricos tem grandes reservas de ouro. Estados Unidos, 8 mil toneladas; Alemanha, 3 mil; Itália e França, 2.500 cada uma; Rússia, 1.600; Suíça, mil toneladas. Alguns poucos países sensatos venderam suas reservas em ouro e investiram a arrecadação em coisas mais importantes, úteis e rentáveis. Mas as pessoas comuns se parecem aos países. Se o assunto for joias, apenas nos Estados Unidos há 83 mil toneladas de ouro espalhadas em pescoços, dedos, punhos, colos, mas sobretudo em caixas-fortes e esconderijos. E para quê? Para nada, ou para sentir uma espécie de segurança ilusória. Muita gente morre sem revelar onde guarda seu ouro, e leva para a sepultura essa paixão humana maluca, que não trouxe nada além de mortos, guerras, saques, roubos, destruição, crimes ecológicos e genocídios.

Sem perdão

Temos na Colômbia, portanto, duas lógicas opostas operando em nossa relação com a natureza. Uma, claramente desenvolvimentista, pensa que do território, da riqueza paisagística, da fauna ou da vegetação deve-se tirar a maior vantagem econômica imediata. E a outra, uma lógica da conservação e da defesa do ecossistema, incluindo nele não apenas as baleias, os manguezais e as águas subterrâneas, como também um tipo de coesão cultural e social calcada em uma exploração de baixa intensidade, que pode conviver com o meio ambiente. Tanto o porto de Tribugá, na corrente de Humboldt no Pacífico, como a grande mineração extrativista, nos vales que abrigam a palmeira-de-cera e milhares de espécies de pássaros extraordinários, são um atentado à memória do grande naturalista e um atentado contra nós mesmos. É isso que queremos destruir nas florestas de Nuquí, com o ilógico e inútil porto de Tribugá, ou com a mineração extrativista no topo dos vales dos Andes, em Salento ou em Jericó? Humboldt, o grande Humboldt, não nos perdoaria.

Obviamente não sou contra nenhum tipo de mineração nem contra nenhum porto. Uso computador, possuo relógio e um celular importado, tenho carro e ando de bicicleta, e para todos esses objetos é preciso retirar da terra o ferro, o alumínio, o cobre, o lítio e inclusive um pouco de ouro (embora, com o que já foi retirado, haja ouro de sobra até o fim dos tempos). Mas a vocação de certos territórios não é a mineração. Há lugares nos quais a riqueza da paisagem, da fauna e da flora é infinitamente mais valiosa do que o ouro. Tanto o vale do Cocora, em Quindío, como as florestas de Chocó, na enseada de Utría, são fábricas de água, oxigênio, pássaros, nuvens e exibem uma incrível beleza para todos os sentidos. Inclusive, economicamente, sua grande riqueza é, e sempre será, esta: deleitar. Não vamos permitir, de braços cruzados, que os tubarões da cobiça nos destruam, pintando pássaros de ouro, os poucos que sobraram do paraíso. [Tradução de Livia Deorsola]

Estes textos foram realizados com o apoio do Instituto Serrapilheira

Quem escreveu esse texto

Héctor Abad Faciolince

É autor de Angosta: a cidade do futuro (Companhia das Letras).