Literatura infantojuvenil,
Pedro Davi, 15, Ipatinga, MG
A Quatro Cinco Um selecionou os melhores livros para crianças e jovens publicados no Brasil em 2018 e convidou jovens leitores de diferentes regiões a resenhar um de seus prediletos
27nov2018 • Atualizado em: 08set2025 | Edição #16 out.2018O mistério do Rocinante é daqueles livros que grudam a gente nas páginas de uma forma muito específica. Este livro me deixou grudado pelo fato de ser tão legal e ter um mistério tão fascinante que eu não me aquietei enquanto não acabei de ler!
O livro conta a história da Vivi e da Gigi, garotas muito inteligentes que têm o sonho de ser detetives, resolvem mistérios e por isso são chamadas de “sherlockas”, pois lembram a dupla detetivesca criada por Arthur Conan Doyle. Os casos que elas resolviam eram quase sempre pequenos e simples… Bom, até o início desse livro, quando acontece algo inesperado no edifício Rocinante, onde elas moram: a árvore de Natal do hall é roubada.
Isso mesmo! De uma hora pra outra, puf, desapareceu! Era desse caso que elas precisavam para se mostrar reais detetives. Então, elas começam a investigar. O edifício é dividido em dois eixos: um a favor da síndica, dona Ydônea Tectônia, e a Oposição. Com o sumiço da árvore — que fora posta lá por dona Ydônea —, os dois lados começam a se culpar.
As duas detetives investigam, Vivi sempre a falar mais e Gigi a observar, a anotar em seu caderninho. A dupla colhe informações, pistas, e vai descobrindo os potenciais culpados, passando alguns perrengues e momentos bem engraçados. Um ponto bem legal são as relações familiares, tanto a de Vivi, filha de um libanês que veio para o Brasil muito pequeno, como a de Gigi, que carrega o nome de sua bisa Gioconda, judia fugida da Segunda Guerra. É nítida a força desses laços no livro, coisa que achei muito legal.
O final é fenomenal, digno das duas sherlockas! O mistério desse livro só para quando se lê a última linha da última página. Se bem que, quando se acaba a leitura, ele ainda deixa um gostinho de mais mistério.
Matéria publicada na edição impressa #16 out.2018 em outubro de 2018.
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