Literatura,
Nem nos sonhos mais loucos
A escritora indiana Arundhati Roy fala sobre sua mãe, sentimentos ambíguos, política e a recém-lançada autobiografia, que trata de tudo isso
01set2026 | Edição #109No seu apartamento em Délhi, com sua vira-lata Madam Filthy Darling por perto, seu livro de memórias ganhando traduções em cerca de quarenta idiomas, Arundhati Roy afirmou: “Posso morrer em paz”. Mas ela não se referia ao sucesso do lançamento ou à vida rica que diz ter construído. Ela estava eufórica porque naquela sexta-feira, 24 de julho de 2026, milhares de jovens tomavam as ruas de Délhi e outras cidades na Índia, desafiando o governo de Narendra Modi com coragem, força e humor. Traços comuns aos dela mesma. Autora do premiado O Deus das pequenas coisas (1997), Roy passou as últimas décadas vivendo dos royalties desse seu primeiro romance e, com isso, escrevendo o que bem entendesse. São muitos ensaios políticos: O fim da imaginação (1998) trata de armamento nuclear da Índia; O maior bem comum (1999) critica a construção da barragem de Sardar Sarovar; Na caminhada com os camaradas (2011) relata meses em que viveu entre guerrilheiros maoistas nas florestas de seu país, entre dezenas de outros.
São os bastidores desses escritos — e de sua própria vida — o que ela conta em Meu abrigo, minha tormenta. A figura central do livro, e da sua vida, é a mãe: Sra. Roy. Uma mãe detestável, ao mesmo tempo uma mulher admirável, ainda mais se considerados seu país e sua época. Foi para elaborar o luto da morte da mãe que nasceu o livro que ela diz não ter imaginado escrever nem nos seus sonhos mais loucos.
O livro começa com Arundhati pousando numa Kerala reluzente, com suas árvores e rios verdes, para o funeral da mãe, morta em 2022. “Ela se foi sem dar aviso-prévio. Imprevisível como só ela sabia ser”, escreve. Em seguida, conta que as conversas sobre a morte da mãe começaram quando a futura escritora tinha apenas três anos. Levou quase sessenta anos para o dia chegar. A partir daí, a escritora relembra sua infância, seus familiares, seus amores, avança para a adolescência, os anos na universidade de arquitetura, a carreira no cinema, para então chegar aos anos de escritora. Roy estreou na literatura em 1997, aos 35 anos, com O Deus das pequenas coisas, livro que venceu o Booker Prize e já vendeu mais de 6 milhões de cópias. Ela, então, conta do que escreveu e dos processos judiciais que os escritos lhe causaram. Como fio condutor, sempre a mãe. Ainda assim, a autora afirma: este livro é muito mais que uma história sobre uma relação de mãe e filha. Foi sobre a mãe, a vida e um pouco mais de tudo isso que Arundhati conversou com a Quatro Cinco Um, logo antes de ir se juntar a um dos maiores protestos das últimas décadas na Índia.
Em Meu abrigo, minha tormenta, você conta que seus romances surgiram para você como imagens. Essa autobiografia começou assim?
Não tinha certeza se era realmente capaz de escrevê-la. O livro se inicia com o pouso de avião, e a imagem que eu tinha em mente para o final — mas que foi a primeira que escrevi — era a da Sra. Roy mais velha, banhada por outras mulheres, como uma espécie de princesa feudal.
Onde você começou, emocionalmente, a escrever o livro?
Comecei pelo luto, que era confuso para mim; eu estava perplexa e envergonhada. Olhando fotos minhas, eu conseguia ver meu antes e depois. Foi quase como um desafio, enquanto escritora, confrontar essa coisa, fosse ela o que fosse.
‘Como escritora, eu tinha que ser capaz de entender tudo — e isso é enlouquecedor’
Você conta que seu irmão ficou surpreso por você estar tão abalada. Como foi isso?
Meu irmão e eu somos muito próximos. Mas, quando ela morreu, nossos sentimentos foram completamente diferentes. Ele tinha mais clareza, mas eu respeitava e admirava a persona pública da minha mãe, e o lado privado dela não era inteiramente desconectado do lado público. Eu sabia que ela quase precisava ser aquela pessoa para conseguir viver naquela cidade e fazer as coisas que fez. Ela não podia ser boazinha, fofa e uma mãe carinhosa. Eu entendia isso, mesmo que passasse metade do tempo sofrendo nas garras dela. O preço que meu irmão pagou foi muito diferente, isso eu também entendia. Como escritora, tinha que ser capaz de entender tudo — e isso é enlouquecedor.
Mais Lidas
Você diz que sua mãe quase conquistou status de homem. Diria que perdoamos mais a violência dos homens que das mulheres?
A violência dos homens que estamos vendo e sofrendo, como podemos perdoar? Eu não perdoo. Diria o contrário, perdoo mais a violência dela do que perdoaria a de um homem, porque ela estava lutando pela sobrevivência. Essa é uma violência complexa e interessante. A outra, cada vez mais, está se tornando bem imperdoável.
“Perdoar” não era o termo correto, eu quis dizer “ser condescendente”. Acho que ficamos mais surpresos com a violência vinda de mulheres.
Eu estava falando de mim mesma, mas, sim, você tem razão sobre o mundo, porque a expectativa sobre as mulheres — principalmente em países como a Índia, e tenho certeza de que no Brasil também — é diferente. Só como exemplo: na Índia, Mother Mary Comes to Me [título do livro em países de língua inglesa] não funciona, as referências não são claras. E Meu abrigo, minha tormenta é algo muito usado na poesia urdu e afins. Então, decidimos chamar de Meri Maa, Meri Gangster [Minha mãe, minha gângster]. E tem havido muita controvérsia: “Como você pode chamar sua mãe, ou uma mãe, de gângster?”. Estou me divertindo, tanto com os ataques quanto com a defesa. O ataque é o que é. A defesa é: “Ah, ela quer dizer que foi amada e protegida como por um gângster”. Respondo: “Não, não. Não é isso de jeito nenhum. Leiam o livro”.
Já tinha escrito partes dessas histórias ou as resgatou agora?
Nem nos meus sonhos mais loucos pensei que escreveria esse livro.
Estou sempre escrevendo para explicar as coisas para mim mesma, o que não significa ficar sentada escrevendo um diário ou algo parecido. Mas escrever é a minha maneira de pensar. Como um pintor pensa em cores, penso em palavras.
‘Ela não podia ser boazinha. Eu entendia, mesmo sofrendo nas garras dela
Desde muito jovem, na minha cabeça, tive que transformar minha mãe em personagem, para conseguir lidar com ela. Eu escrevia, mas não como se fosse sobre ela. E nunca escrevi, literalmente, sobre os acontecimentos ao longo dos anos, exceto, como conto no livro, sobre aquele primeiro encontro com Micky Roy, meu pai. Eu simplesmente peguei e escrevi o livro. E não precisei rememorar nada, porque as coisas sobre as quais escrevi são coisas que não se esquecem.
Quando você diz estar sempre escrevendo, é como se estivesse escrevendo mentalmente?
Exato. Sou arquiteta e tenho formação de designer. Tudo é imagem, mas uma imagem feita de palavras. Também fui roteirista de cinema e depois, quando escrevi O Deus das pequenas coisas ou todos os outros trabalhos, me perguntei se era possível escrever algo realmente visual, mas que não fosse um filme. Descobri que sim.
No livro, você passa por vários momentos, da infância até o presente. Mas sempre ficam coisas de fora. Como decidiu o que omitir?
Sinceramente, não sei. Foi um processo orgânico. Mas houve certas coisas que realmente tive que deixar de fora porque eram ultrajantes demais, a maioria envolvendo Micky Roy.
De onde você acha que vieram a força e o feminismo de sua mãe?
Tudo, no nosso caso, vem da experiência pessoal. No caso específico da minha mãe, ela foi tão brutalizada pelo pai, que se partiu e queria que o mundo inteiro se danasse. É a vida real, não é como escolher um tema de doutorado ou se juntar a uma ong e depois se tornar quem você é. É a batalha na vida real o tempo todo.

Como você acha que ter tido essa mãe, seu tio G. Isaac e seu pai moldou sua visão da natureza humana? É bonito como você consegue ser generosa e os aceitar.
Tive que os transformar em personagens para conseguir lidar com eles. Talvez eu tenha me tornado escritora antes mesmo de aprender a escrever. Até hoje, abro um sorriso quando penso neles. E não só na parte boa deles. O lado sombrio, o humor, a excentricidade, tudo. Imagine se eu tivesse uma mãe santa, indiana, seja lá o que for, que ficasse cozinhando para mim, e um pai bonzinho que chegasse do escritório, me colocasse no colo etc. Não, obrigada.
Sobre o que você escreveria, não é?
Esquece a escrita. Todas as particularidades te despertam, assim como viver numa comunidade conservadora que não queria que eu pertencesse a ela. Você começa a entender as coisas desde jovem. É um erro pensar que este é um livro sobre mãe e filha. É um livro sobre duas mulheres que, por acaso, são mãe e filha. E que de fato vivem sua vida no mundo. No meu caso, quase não havia barreira entre o público e o privado, entre a escola [que a mãe fundou] e as brigas, a educação, a escrita e o mundo. As pessoas me perguntam como faço para saber da recepção de minha escrita na Índia. Eu saio na rua, e pronto. É louco!
No livro, você escreve sobre como essa estrutura familiar lhe deu liberdade. Você é destemida em seus textos. Isso vem desse contexto?
Me deu liberdade no sentido de que, como tudo era tão bagunçado, ninguém me doutrinou nem me ensinou nada. [Risos] Quando criança, eu estava sempre fora de casa, que era um ambiente de muita insegurança. Uma vez que você esteve nessa posição extremamente insegura em casa e, depois, adolescente, em Délhi, vivendo da maneira que vivi… Os lugares seguros são os que me assustam. Há ainda uma ideia complicada para alguém de fora da Índia entender, mas, simplificando: apesar de toda a anarquia que a Índia parece ser, a população é como um código de barras, todos estão rigidamente posicionados em sua casta, seu estado, sua comunidade. Para alguém como eu, o código de barras está todo desalinhado. Sou bastante sem lugar, por meus pais terem se casado fora da casta e toda a bagunça. Há uma imprudência quando você já viveu da maneira que as pessoas da classe média temem viver. Você já foi para o mundo e entendeu que não é tão ruim.
Quando escreve que o lugar mais seguro se torna o mais perigoso, o que quer dizer?
Começa com o lugar mais seguro — geralmente é a mãe — tornando-se o mais perigoso. Depois, o lar. Mesmo quando o lugar não é perigoso, eu o torno assim. Por exemplo: a proteção que o casamento me oferecia e meu envolvimento com o que estava acontecendo no mundo criavam tensões no meu espaço seguro do lar. Criavam uma situação em que eu não era compreendida e não compreendia. Esse perigo cresce até que eu o quebre. E é muito difícil, porque ajo assim com pessoas que amo.
No livro, tem uma cena de você em seu apartamento, com uma taça de vinho e mostrando o dedo do meio para seus críticos. Como é sua vida agora, seu dia a dia?
Não sei se você tem acompanhado o que está acontecendo na Índia. Há milhões de jovens nas ruas. Todos os dias a polícia vem com gás lacrimogêneo e tudo. Hoje mesmo vou pôr uma máscara e aparecer lá para ver o que acontece. Mas não tenho uma vida regular. Não sei o que vai acontecer de um dia para o outro. Há dois dias, eu estava em Bihar, para o lançamento da edição do livro em hindi. E há um caos gigantesco nas ruas, vivemos um momento de incerteza. Moro num apartamento gostoso, como você pode ver, com meus livros e uma cadela [que consta nos agradecimentos do livro] que está prestes a arrumar uma confusão aqui.
Você fala de muitos amigos no livro. O que é a amizade para você?
É o relacionamento central da minha vida. Sinceramente, dou mais valor a ela do que ao que as pessoas chamam de laços de sangue. Nem entendo o que isso significa. Uma das coisas de que mais me orgulho é que, neste país onde tudo é tão convencional, nós temos uma vida não convencional e muito linda. É como se todo mundo estivesse lá um pelo outro, seja no hospital, seja por dinheiro, comida, diversão, para dançar, seja hétero, gay, seja o que for. A gente gosta disso e ponto. Não estamos fazendo uma declaração. Estamos vivendo.

Você se sente parte de uma comunidade maior?
Não sei o que as pessoas querem dizer com “comunidade”, porque todo mundo na Índia pertence a alguma comunidade tradicional e rígida. Ninguém se casa com fulano, não cruzam certas linhas. Então, eu não gostaria de nos chamar de uma comunidade. Não sei como nos chamar, talvez de gângsteres.
Com todos esses jovens nas ruas esta semana, o que você está vendo?
Basicamente, o que aconteceu foi que o presidente da Suprema Corte da Índia, há algumas semanas, de forma muito arrogante, ao falar sobre os desempregados, disse que eles eram “baratas”. Um jovem indiano que é estudante em Boston comentou no Instagram: “E se as baratas se unissem?”. Em um mês, ganhou cerca de 23 milhões de seguidores. Quando ele veio para Délhi, houve uma greve de fome e, de repente, nos últimos três ou quatro dias, nem sei te dizer o que está acontecendo aqui. A forma como essa nova geração está agindo é incrível. De 2002 até hoje, venho escrevendo sobre nosso primeiro-ministro. Mas esses jovens estão dizendo em voz alta a questão silenciada. Estão indo com tudo. É claro que eles serão oprimidos, espancados, mas não se calaram. Juro que posso morrer em paz agora. Nunca pensei que veria o dia em que isso aconteceria, não importa o que aconteça daqui em diante. É difícil explicar, mas a Índia se tornou isto: após os últimos quinze anos de demonização dos muçulmanos, de linchamentos, de mortes, de vídeos expostos… Agora, nesses protestos, há muçulmanos, cristãos, budistas — e juntos gritam contra todo o ódio. E é tão bonito ver a Índia possível, a Índia com a qual sonhamos, de repente se materializando nas ruas. A polícia está se mobilizando, vai tentar descredibilizá-los. Já estão nos chamando de terroristas e paquistaneses — e assim fui chamada a minha vida inteira. Mas não nos importamos, estamos rindo, e isso é lindo. Até agora, todos os protestos e movimentos sociais, por mais ghandianos que fossem, não eram a minha praia. Gandhi nunca foi a minha praia. Estou tão feliz em ver o humor, a exuberância de agora. A polícia chega com jatos d’água e eles pedem mais, alegando que está muito calor! E dançam na água. Essa alegria me deixa tão feliz. Está acontecendo.
‘Não precisei rememorar nada, porque as coisas sobre as quais escrevi não se podem esquecer’
Qual é o papel do humor para você?
Não sei, é meu jeito. Todos os dias encontro algo para rir alto, e é por isso que amo morar na Índia, porque tudo pode ser tão ridículo. Há uma parte de mim que só observa e sorri. Acho difícil quando as pessoas se levam muito a sério, e sofrem muito a sério, e são graves com tudo.
Cabe humor também na política?
Humor faz parte da política, sim. Mesmo quando fui para a floresta e caminhei com os camaradas, na Caxemira — falo disso no livro —, há esse humor negro, uma espécie de destilação da política. Depois morremos ou as pessoas são mortas, e isso não é engraçado, mas aquelas pessoas também riem do sistema. A profundeza das cadeias e as pessoas enforcadas também fazem parte da vida. Nem tudo é engraçado. Essas coisas são desesperadamente enfurecedoras e tristes, mas você não pode permitir que elas te derrubem, porque é o que estão tentando fazer conosco.
Você teve problemas judiciais causados por outros livros seus. Este já causou algum problema?
A primeira coisa que aconteceu foi um processo contra os editores por causa da capa. Alegaram que eu estava demonstrando arrogância intelectual ao fumar na foto. Foi parar na Suprema Corte, mas não deu em nada. Vamos ver quando sair em outros idiomas… Acho que as pessoas ficaram chocadas por não conhecerem minha história e acharem que sou uma pessoa da elite. De repente tudo isso vem à tona, e até as mulheres da extrema direita estão mandando os homens calarem a boca. Isso os confundiu um pouco. É interessante que tenha sido o livro mais vendido na Índia por muito tempo. Em um Estado fascista hindu, ter um livro chamado Mother Mary Comes to Me como o mais vendido é bizarro.
Como foi a recepção do seu irmão ao livro e como acha que sua mãe teria reagido?
Meu irmão estava no lançamento em Kerala. Ele cantou “Let It Be” no palco. E disse: “Sei que todos vocês vieram aqui porque acham que a Mary Roy era grande coisa. Na verdade, vocês deveriam saber que minha irmã é mais filha do meu pai”. Mas ele adora e, como todos os personagens do livro, ele agora tem seu fã-clube. O que minha mãe teria sentido? Não sei. Dependeria do dia da semana ou do que estivesse acontecendo, mas para mim isso não é o que importa. O importante é que nunca fui capaz de falar com a minha mãe, porque era sempre“vou morrer”, “vou ter que ir para o hospital”. No livro sou eu falando com ela. Se você consegue amar uma pessoa apesar de tudo, esse é o verdadeiro teste do amor. Não acho que alguém que leia meu livro possa duvidar do meu amor por ela. A escuridão dela é tão importante quanto sua luz, porque a escuridão também a ajudou a sobreviver.
Sua mãe lia Lolita e outros livros para você. Qual foi o papel dos livros na sua vida?
Desde criança, fui construída a partir dos livros, e agradeço muito à minha mãe por isso, porque era Nabokov, Shakespeare, Kipling e outros escritores tão bonitos, independentemente de qual fosse a visão política deles. Escuto a linguagem porque conheci literatura antes de saber ler. E mesmo agora, quando escrevo, mais escuto do que vejo. Minha vida é escrever e ler, mas também a rua, o barulho, a música, o visual, tudo.
E há algum livro ou autor específico ao qual você retorna sempre?
Quem me fez começar a escrever foi Shakespeare, retorno a ele, sempre. E Kipling. Sei recitá-los de cor. Mas retorno também a Toni Morrison, James Baldwin. Reli Moby Dick recentemente e foi como ler Shakespeare.
Você conta de uma vez que, ao receber os boletins escolares, foi abraçada por ir bem e seu irmão foi espancado no quarto ao lado, e diz que, toda vez que é aplaudida, sente que alguém está sendo espancado. Esta autobiografia tem sido muito elogiada. Como tem se sentido?
Exatamente igual. Na época em que eu estava publicando o livro, o genocídio em Gaza estava acontecendo. Em todos os lugares em que falei do livro, eu começava por aí. Não pode haver a história única. Falam como se eu fosse um grande sucesso, mas olhem para o que escrevo e para o que aconteceu: a barragem foi construída, meus camaradas foram mortos, meus amigos estão na cadeia. Então não vamos nos envolver na abordagem em que tudo gira em torno de ser o mais vendido, deste e daquele prêmio. Vamos olhar para o que o escritor está escrevendo. (Tradução de Isa Melaragno)
Matéria publicada na edição impressa #109 em setembro de 2026. Com o título “Nem nos sonhos mais loucos”
Porque você leu Literatura
O fim da juventude
Autora de Peitos e ovos narra, com crueza e vitalidade, a memória de uma geração marcada por ausência, pobreza e falta de perspectivas
AGOSTO, 2026

