A escritora luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida e o poeta e artista visual brasileiro Ricardo Aleixo (Divulgação)

Bagagem Literária,

Djaimilia Pereira de Almeida e Ricardo Aleixo debatem a diversidade poética do português

Encontro Poéticas Transatlânticas acontece na terça (20), no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, com entrada gratuita e sessão de autógrafos

16out2026

Que fio liga autores que escrevem em português, mas em lados opostos do Atlântico? E o que a história e a cultura de cada lugar fazem com essa língua? Perguntas como essas movem o encontro Poéticas Transatlânticas, que reunirá a escritora luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida, colunista da Quatro Cinco Um, e o poeta e artista visual brasileiro Ricardo Aleixo na terça-feira (20), no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Realizada em parceria com a editora Todavia, que publica os dois autores no país, a conversa começará às 19h30, com mediação da antropóloga e cientista social Juliana Sampaio. A ideia é misturar debate e leitura: Almeida e Aleixo vão responder perguntas e também ler poemas e textos de sua escolha. Depois, os autores darão autógrafos — exemplares estarão à venda em uma mesa montada pela livraria paulistana Aigo.

A entrada é gratuita, com ingressos disponíveis na bilheteria do museu a partir das 18h30. O encontro é uma prévia da próxima exposição temporária da casa, que vai investigar como o português se manifesta nos diferentes territórios onde é falado — mais de 260 milhões de pessoas, em quatro continentes, utilizam o nosso idioma.

Livros

Djaimilia Pereira de Almeida, que assina a coluna “Onde queremos viver” na Quatro Cinco Um, venceu o Oceanos, um dos mais importantes prêmios literários da língua portuguesa, com o romance Luanda, Lisboa, Paraíso. O livro foi originalmente publicado no Brasil pela Companhia das Letras, em 2019, e reeditado pela Todavia, em 2026. 

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Sua obra volta com frequência ao período da colonização portuguesa, ao exílio e aos laços familiares. A relação entre Portugal, África e Brasil também está presente em A visão das plantas (2021), outro romance de destaque na sua trajetória. 

Questões que envolvem ancestralidade, racismo e relações afetivas também marcam a escrita de Ricardo Aleixo, que, além de poeta e artista visual, é performer e músico. A trajetória artística do autor foi retratada no livro de memórias Sonhei com o anjo da guarda o resto da noite (2022), sobre o qual Aleixo falou em entrevista à revista dos livros.

Entre outros livros, ele publicou a antologia Pesado demais para a ventania (2018), que reúne 25 anos de sua produção literária. Quem for ao Museu da Língua Portuguesa pode conferir gravações de Aleixo declamando poemas na Rua da Língua, que exibe uma tela de 106 metros na exposição principal, e no espaço Falares, que apresenta a diversidade de sotaques do Brasil.