Literatura infantojuvenil,
Leitores de carteirinha: fevereiro 2026
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01fev2026 • Atualizado em: 20fev2026 | Edição #102Rheyzzo Rodrigo da Silva, 14 – São Paulo (SP)
Ray Bradbury. Fahrenheit 451.
Tradução de Cid Knipel
Biblioteca Azul • 216 pp • R$ 64,90
Pense em um mundo onde QUALQUER livro é considerado uma GRANDE ameaça para a população, mas principalmente para um governo sujo que tem as pessoas como marionetes — na maioria das vezes, os bombeiros, que, em vez de apagar o fogo, provocam incêndios na casa de professores, poetas e outras pessoas que tenham livros. Pensou? Então, esse é Fahrenheit 451.
O livro de 1953 é hoje considerado superfuturista, pois Ray Bradbury descreve e critica indiretamente os regimes governamentais da época, mas muitas pessoas se identificam até hoje com a trama porque o sistema ainda é terrível.
‘Fahrenheit 451’ te faz julgar as ações de alguns personagens e até confundir suas intenções
Guy Montag, o personagem principal, é um desses bombeiros incendiários. Mas, ao conhecer Clarisse, uma jovem rebelde por cometer muitas “infrações” (como ler livros e adquirir conhecimento, o que gera pânico no Estado), Montag se revolta contra seus companheiros de profissão, chegando a assassinar a sangue-frio seu chefe, Beatty.
O livro é um grande gerador de “rótulos”, pois cada vez que você lê, pode ter visões diversas sobre o protagonista. No começo, cheguei a pensar que Guy estivesse criando uma certa paixão por Clarisse, uma adolescente bem mais nova que ele. Ou seja, Fahrenheit 451 te faz julgar as ações de alguns personagens e até confundir suas intenções, então leiam, e até mais de uma vez, vale muito a pena. Eu mesmo saí da leitura com uma visão diferente.
Matéria publicada na edição impressa #102 em fevereiro de 2026.
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