Infantojuvenil,

Por olhares mais românticos

A jovem Ana Mônica, 18, de Belém, resenha romance que defende uma visão otimista da realidade

01out2019 - 01h21 | Edição #27 out.2019

Publicado em 1908, Anne de cabelos ruivos é o primeiro livro da série de oito romances da escritora Lucy Maud Montgomery. Apesar de ter nascido no século 19, a escritora traz em seu livro temas importantes para a atualidade, que são abordados de maneira leve, porém impactante.

A história se passa no fim do século 19 e conta as aventuras de Anne Shirley, uma órfã adotada por engano por Mathew e Marilla Cuthbert, um casal de irmãos de idade um pouco avançada. Ela é narrada em terceira pessoa, pelo olhar de uma criança um tanto avançada para sua época. Anne teve um passado muito difícil, mas conseguiu se refugiar no mundo dos livros, o que a levou a ter uma imaginação fértil o suficiente para dar um ar romântico para quase tudo o que acontece em sua vida, sempre imaginando seu futuro e criando expectativas.

Apesar de ter sido adotada por engano, Anne consegue encantar os dois irmãos com suas hábeis palavras e seu jeito cativante de olhar o mundo. O livro tem uma maneira terna e realista de nos mostrar que mesmo em situações difíceis, se tivermos um olhar diferente, um olhar romântico, tudo pode melhorar e isso nos traz sentimentos e reflexões únicas. Lucy Maud consegue descrever em seu livro coisas realmente encantadoras, provavelmente inspiradas em sua própria história de vida, e por esse motivo conseguimos entender e sentir quase como se estivéssemos no lugar das personagens do livro.

Com tamanha sensibilidade na escrita, não é de surpreender que o livro tenha sido um sucesso tanto na época como até hoje, sendo alvo de várias adaptações. Por isso, sempre que posso indico esse livro, para que mais pessoas possam passar por essa grande experiência que é ler Anne de cabelos ruivos. Boa leitura!

Este texto foi realizado com o apoio do Itaú Social

Quem escreveu esse texto

Ana Mônica Torres Oliveira

18, estuda em Belém (PA).

Matéria publicada na edição impressa #27 out.2019 em setembro de 2019.