Flip,
Quatro Cinco Um na Flip 2026
Editores e colunistas participam das programações principal e paralela do festival em Paraty
22jul2026A Quatro Cinco Um marca presença na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que movimenta a cidade histórica do litoral fluminense de quarta-feira (22) a domingo (26).
Além da cobertura do evento, realizada por jornalistas da revista dos livros, o diretor de redação, colunistas da publicação e editores e autores da Tinta-da-China Brasil (selo editorial da Associação Quatro Cinco Um) estarão em mesas da programação principal, lançamentos e debates que integram a programação paralela do festival.
Os encontros literários terão a participação de Paulo Werneck, diretor de redação da Quatro Cinco Um e apresentador do podcast 451 MHz; Sofia Mariutti, editora executiva da Tinta-da-China Brasil; e dos colunistas Paulo Roberto Pires, Juliana Borges, Renan Quinalha, Djaimilia Pereira de Almeida e Fernando Luna. Veja a seguir a relação de eventos com cada um deles.

Sofia Mariutti
A poeta e editora faz a mediação da mesa “Saber de cor o silêncio”, com o autor mineiro Edimilson de Almeida Pereira e o português nascido na ilha da Madeira José Tolentino de Mendonça, que abrem o programa principal da Flip na quinta (23), às 10h.
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No mesmo dia, às 16h, lança o livro infantil De um jeito pra você, de outro pra mim (Baião), com a ilustradora Sofia Rousseaux, no Canal dos Livros (praça da Matriz).

Djaimilia Pereira de Almeida
A escritora luso-angolana participa de quatro encontros ao longo do festival. Na quinta (23), às 19h, integra a mesa do programa principal “Falo o que impede o sono”, ao lado de Kamel Daoud, vencedor do Goncourt de 2024.
A autora de Luanda, Lisboa, Paraíso (Todavia, 2026) e o autor de Língua interior (trad. Bernardo Ajzenberg, DBA, 2025) dialogam sobre seus romances, o luto, o esquecimento e a responsabilidade de preservar a memória, com mediação da colaboradora da Quatro Cinco Um Adriana Ferreira Silva.
Na sexta (24), às 14h30, a autora da coluna Onde Queremos Viver conversa com a escritora e também colunista da Quatro Cinco Um Juliana Borges na mesa “Luto e memória”, na casa Flip+Motiva (Rua Marechal Deodoro, 384). O bate-papo é sobre O livro do meu pai (Todavia, 2025), no qual a luso-angolana recria a narrativa do livro que seu pai dizia, ao longo da vida, estar escrevendo.
No mesmo dia, às 15h30, ela participa da conversa “Literatura como território: quem pertence aonde?”, com Ève Guerra, na Casa Europa (Rua do Comércio, 377). E no sábado (25), às 11h15, conversa com Ana Suy, Mar Becker e Paula Jacob na Casa Portugal (Rua Dona Geralda, nº 152), na mesa “Os lugares que nos habitam”.

Juliana Borges
Na quinta (23), às 10h, a autora da coluna Perspectiva Amefricana participa do Ciclo Gama de Debates, na mesa “Desigualdades e futuro: como imaginar o Brasil de amanhã?”, ao lado de Kauê Lopes dos Santos e Ricardo Terto, na casa Sete Selos + Gama, Megafauna e Supersônica (Rua Dona Geralda, 302). A mediação é de Paula Miraglia, antropóloga e publisher da revista Gama.
Já no sábado (25), às 19h, Borges faz a mediação do esperado encontro com a escritora britânica Zadie Smith, que se apresenta no Auditório da Matriz na mesa “E este chão não existe, e esta paz é vertigem”.
A autora de Dentes brancos (2003) e do mais recente A fraude (2025), ambos publicados pela Companhia das Letras, discute os caminhos da sua escrita e a presença de temas como colonialismo, imigração e racismo em suas obras.

Paulo Werneck
O jornalista, fundador da Quatro Cinco Um e um dos idealizadores d’A Feira do Livro, conversa com o gestor cultural Afonso Borges na mesa “Papos de mercado – Feiras e festivais literários: desafios e perspectivas”, que acontece sexta (24), às 11h, na Casa Fundação Itaú com TV Cultura (Rua Dr. Samuel Costa, 12). O encontro terá mediação de Aninha de Fátima Sousa, da Fundação Itaú.

Paulo Roberto Pires
O editor da revista Serrote e autor da coluna Crítica Cultural na revista dos livros faz a mediação da conversa entre Milton Hatoum e Hisham Matar na mesa “Não mais sabemos do barco, mas há sempre um náufrago”, que acontece no sábado (25), às 17h, no Auditório da Matriz.
O manauara e o britânico-líbio nascido nos Estados Unidos conversam sobre famílias cujas trajetórias foram marcadas por regimes autoritários, tema de seus livros mais recentes — a trilogia O Lugar Mais Sombrio (Companhia das Letras), de Hatoum; e Meus amigos (trad. Giovani T. Kurz, Âyiné, 2026), romance do vencedor do Pulitzer sobre o regime do ditador líbio Muammar Gaddafi.
Pires participa ainda de dois encontros durante o festival: na quinta (23), às 12h, estará na mesa “Caminhos do jornalismo”, ao lado de Paula Miraglia e Aline Midlej, na casa Sete Selos + Gama, Megafauna e Supersônica; e na sexta (24), às 14h, integra a mesa “Habitar a literatura”, com Andréa del Fuego, Ana Lima Cecilio e Cristina Fibe, na casa Caixa de Histórias (Rua Dona Geralda, 140).

Renan Quinalha
O professor de direito da Unifesp, colunista e editor da seção Livros e Livres da Quatro Cinco Um, participa, no sábado (25), às 18h, da mesa “Desejos em revolução: homossexualidades e mudanças políticas”, na Casa Queer + Paratodes Paraty/Casa Edições Sesc (Rua Luiz Socó, 1).
Ao lado de Augusta de Oliveira, James N. Green, Quinalha discute as conexões entre política e sexualidade ao longo do século 20 e os avanços da luta pelos direitos LGBTI+.

Fernando Luna
No domingo (26), às 12h, o jornalista e autor da coluna Autobibliografia na revista dos livros conduz a mesa “Nunca crer no que não canta”, integrada pelo poeta Leonardo Gandolfi e a escritora Mateus Baldi, no Auditório da Matriz. O bate-papo discutirá a presença da música e das cidades — bem como os diálogos que surgem entre elas — nas obras dos dois autores.
