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Listão Atlântico negro francófono
Uma seleção de quinze lançamentos de autores do Atlântico negro francófono recebidos pela redação da Quatro Cinco Um
01nov2025 • Atualizado em: 31out2025 | Edição #99Confira abaixo uma seleção de quinze lançamentos de autores do Atlântico negro francófono recebidos pela redação da Quatro Cinco Um, em autoficção, biografia, ciências sociais, crítica literária, história, linguagem, literatura, poesia e teatro.
O discurso antilhano. Édouard Glissant.
Trad. Thiago Florencio // Bazar do Tempo // 592 pp // R$ a definir
Publicado originalmente em 1981, representou um marco na formulação de uma identidade caribenha, afirmando o direito das comunidades locais de se exprimirem e antecipando ideias que o autor desenvolveria em Poética da relação (Bazar do Tempo, 2021).
Eu sou martinicana. Mayotte Capécia.
Trad. Dennys Silva-Reis // Lexikos // 176 pp // R$ 46,80
Primeiro livro de uma martinicana a ser publicado na França, em 1948, ganhou o Grande Prêmio Literário das Antilhas. Narra o relacionamento de Capécia (pseudônimo de Lucette Céranous) com um oficial da Marinha francesa.

Mais Lidas
Nelson Mandela: não ao apartheid. Véronique Tadjo.
Trad. Erick Araujo // Papéis Selvagens // 96 pp // R$ 50
Biografia do ativista e ex-presidente da África do Sul. Inclui uma seção com dados do apartheid e a história da luta antirracista no país.
Os bons ressentimentos: ensaio sobre o mal-estar pós-colonial. Elgas.
Trad. Diogo Cardoso // Sobinfluencia // 264 pp // R$ 89,90
O pensador senegalês defende a ideia de uma África impossível de ser conquistada.
Fugas decoloniais: aquilombamentos nas margens das imagens. Olivier Marboeuf.
Trad. Ana Ferreira Adão // Oficina Raquel // 302 pp // R$ 82
O guadalupense analisa como o neoliberalismo perpetua estruturas coloniais.
Negro tricolor: literatura e dominação em terra crioula. Biringanine Ndagano.
Trad. Dennys Silva-Reis // Lexikos // 290 pp // R$ 65
Problematiza, por meio da literatura da Guiana Francesa, a ideia de um “negro tricolor”.
As irmãs Nardal: a vanguarda da causa negra. Léa Mormin-Chauvac.
Trad. Ligia Fonseca Ferreira e Regina Salgado Campos // Pref. Alain Mabanckou // Bazar do Tempo // 186 pp // R$ a definir
Resgata a trajetória de sete irmãs que protagonizaram a luta anticolonial na Martinica, mas foram esquecidas em favor de seus conterrâneos masculinos.
De língua a língua: a hospitalidade da tradução. Souleymane Bachir Diagne.
Trad. Thiago Mattos e Henrique Provinzano Amaral // WMF Martins Fontes // 126 pp // R$ 49,90
O filósofo senegalês, professor de filosofia e de francês na Universidade Columbia, em Nova York, constrói um elogio à tradução. Ele defende que a prática, ao viabilizar a interação entre diferentes culturas, deve ser reconhecida como humanista.

Riwan ou o caminho de areia. Ken Bugul.
Trad. Diogo Cardoso // Malê // 232 pp // R$ 68
Vencedor do Grande Prêmio Literário da África Negra, o romance da escritora senegalesa Ken Bugul (pseudônimo de Mariètou Mbaye Biléoma) retrata as contradições entre a monogamia “moderna” e a poligamia “tradicional” no Senegal.
Sol descosturado. Jean D’Amérique.
Trad. Prisca Agustoni // Ars et Vita // 112 pp // R$ 66
Romance de estreia premiado do poeta haitiano, narra a miséria de uma favela em Porto Príncipe pela perspectiva de uma jovem.

A odisseia dos esquecidos. Khalil Diallo.
Trad. Carla M. C. Renard // Malê // 134 pp // R$ 56
O escritor mauritano mescla linguagem poética e traços de realismo mágico neste romance sobre a imigração clandestina entre a costa norte da África e o Mediterrâneo.
A greve dos bàttu. Aminata Sow Fall.
Trad. Mirella Botaro // Bazar do Tempo // 124 pp // R$ a definir
Sátira sobre um burocrata ambicioso que decide expulsar pessoas em situação de rua de Dacar, capital do Senegal. Rendeu à autora — primeira escritora da África negra francófona a ser publicada na França — o Grande Prêmio Literário da África Negra em 1980.
Algum país entre meus prantos & Rapsódia vermelha. Jean D’Amérique.
Trad. e posf. Thiago Mattos e Henrique Provinzano Amaral // Ars et Vita // 176 pp // R$ 58
Reúne duas obras do escritor e poeta haitiano. Na primeira, revisita o Haiti como espaço de dor, violência e esperança em meio às ruínas; na segunda, retrata a insurgência de uma figura feminina.
Como uma sede de ser homem, ainda. Gabriel Mwene Okundji.
Trad. Guilherme Gontijo Flores // Posf. Edimilson de Almeida Pereira // Ars et Vita // 288 pp // R$ 89
A antologia de poemas marca a primeira publicação em português da obra do poeta franco-congolês, reunindo sua produção entre 1996 e 2014.
A canção de Felisberto: ou as pessoas simples. Odile Pedro Leal.
Trad. e posf. Dennys Silva-Reis // Lexikos // 114 pp // R$ 33,50
A peça da dramaturga franco-guianense revela uma Amazônia negra pouco conhecida, narrando as tradições da população rural em uma saga embalada pela música.
Especial Atlântico Negro Francófono
Especial sobre livros de autores do Atlântico Negro Francófono lançados no Brasil em 2025 realizado com o apoio da Embaixada da França.
Matéria publicada na edição impressa #99 em novembro de 2025.
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