Feira gráfica no MIS (Divulgação)

Bagagem Literária, Festival literário,

Livros, imagens e sons

Nova feira literária do MIS aproxima leitores de publicações impressas que dialogam com fotografia, cinema, ilustração, quadrinhos e música

10abr2026 • Atualizado em: 13abr2026

O Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo realiza neste sábado (11) e domingo (12), pela primeira vez, a FLIMIS – Feira do Livro do MIS, uma parceria com a editora Lote 42. Buscando celebrar a cultura do livro e com abordagem em linguagens artísticas derivadas da imagem (fotografia, cinema, ilustração, quadrinhos) e do som (música e poesia), o evento trará para a área externa do museu e foyer térreo 75 expositores, além de encontros com escritores, editores e artistas.

Participam desde editoras de grande porte até publicadores artesanais, que apresentarão publicações impressas com conteúdo relacionado principalmente às artes visuais e produzidas com técnicas variadas, como serigrafia, carimbo, tipografia e xilogravura.

Entrada do Museu da Imagem e do Som (Ding Musa/Divulgação)

“A FLIMIS nasce como um evento voltado para artistas, editores e livrarias cujos trabalhos têm sintonia com o que o museu promove na sua programação”, explica Cecilia Arbolave, editora da Lote 42 e uma das produtoras do evento. “Será um ponto de convergência do museu com a força da bibliodiversidade contemporânea.”

Programação

A curadoria traz um recorte da produção contemporânea de livros com espaço para a experimentação e também a tradição. O critério utilizado, segundo o editor João Varella, que divide com Arbolave a direção da Lote 42, foi buscar publicadores que dialogam com o DNA do MIS, que mistura fotografia, design, cinema e artes gráficas. “Queríamos garantir que o público encontrasse livros como suporte de expressão artística de primeira linha”, comenta.

O evento conta com uma programação extensa, que busca promover as trocas de conhecimento na feira. Serão apresentações de até uma hora feitas por autores, designers ou editores, que vão destacar os processos criativos, bastidores editoriais e reflexões. 

“O papel dos encontros é criar um vínculo intelectual e técnico, permitindo que a leitura iniciada na descoberta de um livro na mesa da editora continue em uma conversa com quem criou aquela obra”, diz Varella.

Arbolave espera que os visitantes saiam com uma percepção mais ampla das possibilidades do impresso, com a descoberta de novas obras e um pouco mais de entendimento sobre o mundo editorial. “Queremos que a experiência deixe uma marca de frescor, provando que o livro é um raro artefato humano com tradição que atravessa séculos, sempre relevante, sempre ampliando o universo dos leitores.”

O festival é gratuito, sem restrição de idade. Ao todo, serão catorze palestras, começando sempre na hora cheia, das 12h às 19h. Confira aqui a programação completa.

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