Fotografia de Basso Cannarsa

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Edição de agosto traz na capa Sayaka Murata

Além de um perfil da escritora japonesa, entrevista com Bora Chung, textos sobre Catulo e O capital, resenhas do novo romance de Han Kang e das crônicas de Fabrício Corsaletti

01ago2025

A Quatro Cinco Um de agosto traz na capa a escritora japonesa Sayaka Murata. Em um longo perfil, Elif Batuman disseca o olhar alienígena que a autora de Terráqueos e Querida konbini (Estação Liberdade) lança sobre o mundo. A tradução é de Odorico Leal e as fotografias de Basso Cannarsa.

A revista dos livros traz ainda uma entrevista com a escritora sul-coreana Bora Chung, por Adriana Ferreira Silva, textos sobre a escrita sexuada de Catulo, por Leonardo Fróes; a nova edição de O capital, por Diego Viana; as origens da jurema, por Carlos Minuano; e o inominável do trauma nos escritos de Neige Sinno, Paula Lopes Ferreira e Madalena Sá Fernandes, por Paulo Roberto Pires.

A leitura (Catulo e Clodia), pintura de 1904 de Giulio Aristide Sartorio (Reprodução)

Agosto também traz resenhas dos romances da Nobel de Literatura Han Kang, por Yara Hwang, e da surinamesa-holandesa Astrid Roemer, convidada da Flip 2025, por Juliana Borges; do livro de Djaimilia Pereira de Almeida sobre o luto do pai, por Luciana Martinez; e da coletânea de crônicas sobre ruas e bares de Fabrício Corsaletti, por Lucas Verzola.

A escritora sul-coreana Han Kang (Paik Dahuim/Divulgação)

Mais na edição 96: entrevista com Jean Wyllys, por Iara Biderman; os detalhes ignorados da vida de Oswald de Andrade, por Victor da Rosa; um novo olhar sobre a obra de David Viñas e Clarice Lispector, por Fabio Silvestre Cardoso; o infantojuvenil de Augusto Massi e Daniel Kondo, por Rita da Costa Aguiar; as alianças que sustentaram a ditadura de Salazar, por Ana Silva Rosa; e a biografia de Tulio Carella, por Márcio Bastos.

Colagens de Djaimilia Pereira de Almeida, autora de O livro do meu pai (Reprodução)

+ colunas: Ondjaki cria uma nova versão de si mesmo; Djaimilia Pereira de Almeida procura algo ainda sinuoso; Humberto Brito reflete sobre como um autor vê a própria obra; e Renato Parada fotografa a premiada tradutora potiguar Bruna Dantas Lobato, que estreia no romance com Horas azuis (Companhia das Letras).

A edição traz destacados 17 livros e um listão com 111 lançamentos em 22 áreas.

  1. O anonimato dos afetos escondidos (Tusquets), de Jean Wyllys. 
  2. Triste tigre (Amarcord), de Neige Sinno. Tradução de Mariana Delfini.
  3. Despaixão (Seja Breve), de Paula Lopes Ferreira.
  4. Leme (Todavia), de Madalena Sá Fernandes. 
  5. Sobre a loucura de uma mulher (Companhia das Letras), de Astrid Roemer. Tradução de Mariângela Guimarães.
  6. Um milhão de ruas: crônicas 2010–2025 (Editora 34), de Fabrício Corsaletti. 
  7. Orgia e compadrio: Tulio Carella, drama e revolução na América Latina (Cosac), de Alvaro Machado. 
  8. Salazar e o poder: a arte de saber durar (Tinta-da-China Brasil), de Fernando Rosas.
  9. O capital (Ubu), de Karl Marx. Tradução de Flávio R. Kothe, Regis Barbosa e Nélio Schneider.
  10. A ciência encantada de jurema (Fósforo), de Marcelo Leite.
  11. Antiliteratura: a política e os limites da representação no Brasil e na Argentina modernos (Perspectiva), de Adam Joseph Shellhorse. Tradução de Maria Clara Cescato.
  12. O livro do meu pai (Todavia), de Djaimilia Pereira de Almeida. 
  13. Coelho maldito (Companhia das Letras), de Bora Chung. Tradução de Hyo Jeong Sung.
  14. Sem despedidas (Todavia), de Han Kang.Tradução de Natália T. M. Okabayashi.
  15. Oswald de Andrade: mau selvagem (Companhia das Letras), de Lira Neto. 
  16. O livro de Catulo (Edusp), de João Angelo Oliva Neto (org. e trad.).
  17. Eletricista (Editora Elo), de Augusto Massi e Daniel Kondo. 
  18. As aventuras de Mike: a origem de Robson (Outro Planeta), de Gabriel Dearo, Manu Digilio e Mack.