Ilustração de Igor Bastidas

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Dezembro traz o clássico especial Os Melhores Livros do Ano

A 100ª edição da Quatro Cinco Um destaca as melhores leituras de 2025, compartilhadas por 175 colaboradores da revista

01dez2025

A 100ª edição da Quatro Cinco Um traz o clássico especial dos melhores livros do ano, escolhidos por 175 colaboradores da revista. Entre os favoritos, a viagem de Caetano W. Galindo pelo nosso português, os ensaios de Marília Garcia sobre poesia, as linhas incendiárias de Marilene Felinto, a coletânea de poesia para jovens leitores organizada por Bruna Beber e Fabrício Corsaletti, o romance de formação e a antologia poética da uruguaia Cristina Peri Rossi. Esses livros foram resenhados por Guilherme Gontijo Flores, Aparecida Vilaça, Guilherme Magalhães, Karine Dalla Valle, Gabriela Aguerre e Nanni Rios, respectivamente. Arte da capa: Igor Bastidas.  

A escritora uruguaia Cristina Peri Rossi, em 2006 (Matias Nieto/Cover/Getty Images)

O número 100 da revista dos livros ainda traz textos sobre a psicanálise de Vera Iaconelli, por Natalia Timerman; o estudo de Michel Alcoforado na selva da elite brasileira, por Tati Bernardi; a primeira vez de Fernando Pessoa como outra pessoa, por Carlos Adriano; o último volume da trilogia de Itamar Vieira Junior, por Fabio Silvestre Cardoso; além de uma entrevista com Eliana Alves Cruz sobre seu novo romance, por Adriana Ferreira Silva. 

A escritora e jornalista carioca Eliana Alves Cruz (Ana Alexandrino/Divulgação)

Mais na edição 100: a condenação histórica de Jair Bolsonaro, por Claudio Gonçalves Couto; a chacina no Complexo da Penha, por Juliana Borges; o doisladismo da imprensa brasileira, por Paulo Roberto Pires; a análise de Dawisson Belém Lopes da política externa brasileira, por Leandro Aguiar; o romance policial de Edogawa Ranpo, por Victor Vidal; a história da culinária paulista, por Flávia Couto; poemas de Maria Vilani, filósofa e mãe do rapper Criolo, por Iara Biderman; e a estreia de Marcelo Henrique Silva, vencedor do último prêmio Jabuti, por Jean Cândido Brasileiro.

O médico e escritor mineiro Marcelo Henrique Silva (Gresley Guimarães/Divulgação)

+ Melhores Livros de 2025: o recado de José Miguel Wisnik, por Mauricio Puls, o romance universitário de Bruna Dantas Lobato, por Felipe Charbel; questões de infância e envelhecimento de Noemi Jaffe, por Ana Kiffer; toda a poesia de Antonio Cícero, por Tarso de Melo; relatos reais e literários de Sophie Calle, por Schneider Carpeggiani; a nova coletânea poética de Adélia Prado, por Wander Melo Miranda; a alternativa de Marlen Haushofer para a distopia, por Karla Monteiro; seis contos de Samanta Schweblin que escancaram a fragilidade humana, por Silvana Tavano; e a grande beleza do espaço de Samantha Harvey, por Gisele Eberspächer. 

O poeta e filósofo carioca Antonio Cicero (1945-2024) (Ana Alexandrino/Divulgação)

+ colunas: Ondjaki reflete sobre a simplicidade na escrita; Djaimilia Pereira de Almeida escreve sobre a exclusão territorial em Lisboa; Humberto Brito se debruça sobre a palavra “avocação”; e Renato Parada fotografa a jornalista Iara Biderman, vencedora do Prêmio Literário Biblioteca Nacional em 2025 por Tantra e a arte de cortar cebolas.

A edição destaca 30 livros e um listão com 117 lançamentos em 27 áreas:

  1. Na ciranda do tempo (Planeta), de Maria Vilani.
  2. Vocês da imprensa: violência contra a mídia brasileira pela ótica de um jornalista sob ataque (Máquina de Livros), de João Paulo Saconi.
  3. 1461 dias na trincheira: o dia a dia sob Bolsonaro no relato do editor de Política da Folha de S.Paulo (Autêntica), de Eduardo Scolese.
  4. Como nos comunicamos importa: um manual para repensar nossa leitura do mundo (Planeta), de Jana Viscardi.
  5. A palavra e o poder: uma travessia crítica por 40 anos de democracia brasileira (Civilização Brasileira), de Rodrigo Tavares, Flavia Lima, Naief Haddad (Org.)
  6. Sangue neon (Faria e Silva), de Marcelo Henrique Silva.
  7. De Bonifácio a Amorim: elementos de uma teoria social da política externa brasileira (UFMG), de Dawisson Belém Lopes. 
  8. Cozinha caipira, cozinha esquecida: a biografia de um livro de receitas e a invenção da culinária tradicional paulista (Alameda), de Viviane Soares Aguiar.
  9. Obra completa de Ricardo Reis (Tinta-da-China Brasil), de Fernando Pessoa. Edição de Jerónimo Pizarro e Jorge Uribe.
  10. Coração sem medo (Todavia), de Itamar Vieira Junior.
  11. Meridiana (Companhia das Letras), de Eliana Alves Cruz.
  12. A besta nas sombras, de Edogawa Ranpo (HarperCollins). Tradução de Jefferson José Teixeira.
  13. Na ponta da língua: o nosso português da cabeça aos pés (Companhia das Letras), de Caetano W. Galindo.
  14. Viagem do recado: música e literatura (Companhia das Letras), de José Miguel Wisnik. Organização de Kristoff Silva.
  15. Pensar com as mãos (WMF Martins Fontes), de Marília Garcia.
  16. Análise (Zahar), de Vera Iaconelli. 
  17. Histórias reais (Relicário), de Sophie Calle. Tradução de Marília Garcia.
  18. Coisa de rico: a vida dos endinheirados brasileiros (Todavia), de Michel Alcoforado.
  19. Corsária (Fósforo/Ubu), de Marilene Felinto. 
  20. Te dou minha palavra (Companhia das Letras), de Noemi Jaffe.
  21. Horas azuis (Companhia das Letras), de Bruna Dantas Lobato. 
  22.  Orbital (DBA), de Samantha Harvey. Tradução de Adriano Scandolara.
  23. O bom mal (Fósforo), de Samanta Schweblin. Tradução de Livia Deorsola.
  24.  A parede (Todavia), de Marlen Haushofer. Tradução de Sofia Mariutti.
  25.  A insubmissa (Bazar do Tempo), de Cristina Peri Rossi. Tradução de Anita Rivera Guerra.
  26. Nossa vingança é o amor: antologia poética (1971-2024) (Editora 34), de Cristina Peri Rossi. Tradução de Ayelén Medail e Cide Piquet.
  27. Fullgás: poesia reunida (Companhia das Letras), de Antonio Cicero.
  28. O jardim das oliveiras (Record), de Adélia Prado.
  29. A primeira coisa que existiu: poesia brasileira para jovens leitores (Baião). Bruna Beber e Fabrício Corsaletti (Orgs.).
  30. Vermelho, branco e sangue azul (Seguinte), de Casey McQuiston. Tradução de Guilherme Miranda.