Ars et Vita

expositor a feira do livro 2026

[Palavra da casa] Fundada em 2020, a Ars et Vita é uma editora independente que promove o diálogo entre a literatura e as artes visuais, com foco na literatura dos séculos 20 e 21. Seu trabalho busca promover o diálogo entre culturas, tradições e expressões artísticas, valorizando tanto a profundidade intelectual quanto a excelência estética, trazendo para Brasil autores inéditos da Rússia, Palestina, Haiti, Congo, Israel, entre outros. O catálogo da Ars et Vita reúne autores nacionais, como Guilherme Gontijo Flores (Entre costas duplicadas desce um rio e Panapané) e Felipe Franco Munhoz (A bússola adúltera), e internacionais, como o russo Andrei Platônov (Tchevengur, Iúchka e outras histórias e O amor pela pátria e outras histórias), a israelense Tal Nitzán (Atlântida e Todas as crianças do mundo), o palestino Ghayath Almadhoun (Você deu em pagamento o meu país), entre outros. Entre costas duplicadas desce um rio, de Guilherme Gontijo Flores e François Andes, o primeiro volume da série editorial Polyphonia, dedicada à poesia contemporânea, foi finalista do prêmio Oceanos 2023. Mais que uma editora, a Ars et Vita é um espaço de cultura viva, comprometido com a formação do leitor e com a difusão de obras que inspiram uma visão mais elevada e humanista da vida.

Informações atualizadas em 20/05/2026

Endereço Avenida do Contorno, 7041 - 101 - Lourdes - Belo Horizonte - MG - 30110-035

Áreas de atuação Ficção, Não ficção, Literatura brasileira, Literatura russa, Artes cênicas, Espetáculos

Livros da editora

A catedral dos porcos & Ópera Poeira

Jean D’Amérique

Trad. Prisca Agustoni; Pref. Leda Maria Martins Editora Ars et Vita // 104 pp • R$ 78

Apresenta duas peças do poeta, dramaturgo, rapper e romancista haitiano. Em A catedral dos porcos, D’Amérique tece um poema dramático que denuncia a miséria, fome, corrupção, desastres naturais, violência e a hipocrisia religiosa em Porto Príncipe, ecoando a tradição de poetas que foram perseguidos e aprisionados. Na peça Ópera poeira, o autor resgata a memória e a voz de Suzanne “Sanité” Bélair (1781-1802), uma soldado e revolucionária haitiana que foi capturada e morta por colonos franceses aos 21 anos durante as lutas pela independência do país.

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Sol descosturado

Jean D’Amérique

Trad. Prisca Agustoni // Pref. Leda Maria Martins Editora Ars et Vita // 112 pp • R$ 66

Romance de estreia premiado do autor, narra a miséria de uma favela em Porto Príncipe pela perspectiva da jovem Cabeça de Vento, que cresce cercada por violência, abandono e exploração, tentando escapar pela força da imaginação e pelas cartas nunca enviadas à pessoa por quem é apaixonada. Apontado como um dos grandes nomes da nova geração de escritores caribenhos, D’Amérique constrói uma fábula poética sobre o choque entre a ingenuidade da infância e a dureza implacável da realidade.

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Você deu em pagamento o meu país

Ghayath Almadhoun

Tradução de Alexandre Chareti • Apresentação de Ricardo Domeneck Editora Ars et Vita // 168 pp • R$ 58

Primeira antologia poética traduzida para o português, direto do árabe, do autor palestino-sírio, convidado d’A Feira do Livro. São 31 poemas sobre guerra, exílio e pertencimento, em que memória e violência são postas em confronto.

“Essa antologia, que reúne todos os poemas de Eu te trouxe uma mão decepada (2024) e alguns de Não posso estar presente (2014) e Adrenalina (2017), não é para quem tem estômago fraco. Há sangue, corpos mutilados, membros amputados, fedor de cadáveres apodrecendo. Não há palavras de consolo nem o romantismo da ideia de resistência, e muito menos alívio para os sobreviventes”, escreve Paula Carvalho, que entrevistou o autor e resenhou o livro para a Quatro Cinco Um.

Leia a entrevista e resenha do livro

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