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451 MHz chega ao episódio #200 

No ar desde julho de 2019, podcast celebra sete anos de conversas sobre literatura e sociedade brasileira em episódio especial com o escritor Mario Prata

12jun2026

A menos de um mês de completar seu sétimo aniversário, o podcast 451 MHz chega ao seu episódio #200 consolidado como um dos principais espaços de discussão literária no país. Desde 8 de julho de 2019, quando estreou, passaram pelos microfones do programa centenas de convidados: escritores, tradutores, críticos, pesquisadores e jornalistas que ajudaram a contar parte da história recente da literatura produzida e publicada no Brasil.

Apresentado por Paulo Werneck, editor da revista Quatro Cinco Um, o 451 MHz parte de uma proposta simples: reunir autores, críticos e leitores para conversar sobre os livros mais relevantes lançados no país e também sobre outros temas centrais para o debate público.

Mais do que um arquivo de entrevistas, o podcast construiu ao longo desses duzentos episódios uma comunidade de gente que lê até com os ouvidos e acompanha os episódios semanalmente. 

Episódio #200

Para celebrar a marca, o podcast trouxe um convidado à altura: Mario Prata. Dramaturgo, roteirista, romancista, jornalista e cronista, Prata soma mais de seis décadas de produção intelectual. Entre seus livros mais conhecidos, estão Diário de um magro, publicado em 1997 pela editora Globo e republicado em 2011 pela Planeta. E também O drible da vaca (Record, 2021), um romance sobre o mito de origem do futebol.

Em fevereiro deste ano, o escritor completou oitenta anos. Na conversa com Paulo Werneck, ele relembra momentos decisivos de sua carreira, incluindo um episódio que entrou para a história do jornalismo cultural durante a ditadura militar. Prata entrevistou Julinho da Adelaide, personagem criado por Chico Buarque para assinar canções como “Jorge Maravilha” e “Acorda, amor” e assim driblar a censura, que não deixava passar nenhuma música assinada com seu nome verdadeiro.

O escritor Mario Prata, convidado do episódio 200 do 451MHz (Flavio Florido/A Feira do Livro)

Prata também conta como se tornou um dos grandes cronistas do país depois de já ter uma carreira estabelecida como autor de novelas para a TV e de peças teatrais. “Minha formação de cronista é muito maior que a de romancista”, diz, lembrando que cresceu lendo grandes nomes da crônica, como Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e Fernando Sabino.

Novos formatos

Desde sua criação, o 451 MHz ampliou os temas que discute e diversificou os formatos. Além das entrevistas com autores e especialistas, o programa passou a produzir episódios especiais em formato narrativo, como os da coleção Narradores do Brasil, e a registrar ao vivo debates realizados durante A Feira do Livro, festival literário organizado pela Associação Quatro Cinco Um em parceria com a Maré Produções na praça Charles Miller, em São Paulo.

O segundo semestre de 2025 trouxe outra grande mudança. Depois de anos sendo publicado quinzenalmente, o podcast passou a ter episódios semanais. Desde então, toda sexta-feira há um novo programa no ar, aprofundando discussões sobre lançamentos editoriais, clássicos da literatura e temas de interesse público relacionados ao universo dos livros.

Outra novidade da trajetória recente do programa foi a estreia da poeta e tradutora Bruna Beber como colunista, em abril de 2025. Reconhecida como uma das vozes mais importantes da poesia brasileira contemporânea, Beber passou a participar mensalmente do podcast, trazendo entrevistas com novos e consagrados nomes da poesia brasileira. 

Nas próximas semanas, vai ao ar a entrevista que a poeta gravou ao vivo, durante A Feira do Livro 2026, com a escritora Adriana Negreiros sobre a biografia Dercy: a diva debochada (Objetiva), que ela acaba de lançar.

Mesa 451 MHz ao vivo: Dercy, diva debochada (Matias Maxx/Terebi/A Feira do Livro)