A FEIRA DO LIVRO 2026, Listão,

Listão A Feira do Livro 2026

Confira uma seleção de títulos recentes de escritoras e escritores confirmados no festival paulistano

22maio2026

A quinta edição d’A Feira do Livro acontece de 30 de maio a 7 de junho, na praça Charles Miller, no Pacaembu, em São Paulo, e já conta com 103 autores e mais de duzentas atividades gratuitas. Ao longo dos nove dias, acontecem debates, atividades e oficinas para crianças, inclusive nos três Tablados Literários, espaços dedicados à programação paralela realizada por expositores e parceiros.

A programação inclui escritores brasileiros e convidados da Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Nigéria, Rússia, França, Portugal, Espanha e Estados Unidos. Veja a seguir uma seleção de títulos recentes dos autores convidados.


Adriana Negreiros. Dercy: a diva debochada.
Objetiva // 304 pp // R$ 79,90

A jornalista refaz a trajetória de mais de oitenta anos da humorista que desafiou a moral e os bons costumes ao longo do século 20 e desfaz vários dos mitos associados à atriz. Da autora de Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no cangaço (Objetiva, 2018) e A vida nunca mais será a mesma: cultura da violência e estupro no Brasil (Objetiva, 2021), prêmio de melhor ensaio de 2021 da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).


Alberto Martins. Boris e Marina: poemas.
Companhia das Letras // 152 pp // R$ 89,90

O escritor e artista plástico, autor de Violeta: uma novela (Editora 34, 2023), se inspirou numa intensa troca epistolar do início do século 20 — entre a poeta Marina Tsvetáieva e seus companheiros de ofício Boris Pasternak e Rainer Maria Rilke — para reimaginar em versos uma história de amores platônicos.


Alberto Mussa. A extraordinária Zona Norte.
Todavia // 232 pp // R$ 89,90

Romancista, contista e ensaísta carioca, o vencedor dos prêmios Casa de Las Américas e Oceanos ambienta um romance policial no morro do Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em plena ditadura militar. Mesclando ficção, realidade, religião, crime organizado, repressão, cultura e samba, o autor de Meu destino é ser onça (Civilização Brasileira, 2023) descreve o desaparecimento de um detetive de polícia conectado ao mundo do samba e a tentativa de solucionar um crime oito anos depois.


Alejandro Droznes. Libertadores da América.
Trad. Luis Reyes Gil // Introd. Matias Pinto // Pinard // 256 pp // R$ 99,90

Um panorama histórico de nove cidades da América do Sul e uma da Europa por meio da figura dos “libertadores” da América Latina — passando por San Martín, Simón Bolívar, Lavalle e Antonio José de Sucre — entrelaçado com histórias do futebol e da Copa Libertadores da América.


Ana Estaregui. Fazer círculos com mãos de ave.
Editora 34 // 152 pp // R$ 65,00

Dá seguimento à pesquisa da autora sobre as fronteiras entre o humano e a natureza, invocando plantas, animais e elementos naturais. “[N]inguém pode escrever o bicho / é o bicho que se escreve a si mesmo”, ela afirma em um poema. “[M]order também é uma escrita”, diz em outro.


Andrés Montero. O ano em que falamos com o mar.
Trad. Silvia Massimini Felix // Introd. Igor Miranda // Pinard // 180 pp // R$ 84,90

Vencedor do prêmio José Nuez Martins, o romance acompanha o reencontro dos irmãos gêmeos Garcés na ilha onde nasceram, depois de uma longa separação. O escritor chileno também recebeu o Premio Iberoamericano de Novela Elena Poniatowska em 2017 por Tony ninguno, inédito em português.


Bárbara Belloc. A loucura é um bem de família.
Trad. Flávia Falleiros // Numa Editora // 96 pp // R$ 62,00

Primeiro livro solo no Brasil da escritora e tradutora portenha, que tem poemas publicados em antologias no Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Itália, China e Eslovênia e venceu o Terceiro Prêmio Nacional de Poesia na Argentina por Canódromo (2015). A obra acompanha a relação de uma filha e sua mãe com Alzheimer.


Bel Coelho. Floresta na boca: Amazônia — pessoas, paisagens e alimentos.
Apres. Marina Silva // Introd. Jerônimo Villas-Bôas // Ils. Marina Aranha // Fósforo // 192 pp // R$ 179,90

Fruto de uma expedição liderada pela autora e pela ilustradora, a obra reúne relatos, entrevistas e receitas que revelam como as comunidades da região se relacionam com os alimentos locais e preservam seus saberes ancestrais. Inclui textos, fotos e informações sobre ingredientes típicos da floresta amazônica.


Bernardo Ceccantini. Vida sortida.
Editora 34 // 112 pp // R$ 59,00

Segundo livro de poemas do autor, que foi semifinalista do prêmio Oceanos com seu primeiro livro, Na quina das paredes (2017). A obra reúne 76 poemas escritos entre 2020 e 2025, que revelam a vida dinâmica da cidade através do olhar de um jovem poeta, as belezas que surgem por acaso e as vozes da vida cotidiana.


Bianca Santana. Apolinária.
Fósforo // 112 pp // R$ 74,90

Estreia da escritora e jornalista na ficção, em que entrelaça memória pessoal e história coletiva ao narrar a trajetória de sua avó, Apolinária, que deixou o interior da Bahia em 1946 para recomeçar sozinha em São Paulo. No romance, Santana alterna entre a própria voz e a da avó, enquanto constrói um retrato da mulher negra brasileira, cotidianamente permeada pelo racismo, a busca por dignidade e uma resistência silenciosa.


Caito Mainier, Daniel Furlan, Gustavo Vilela, Pedro Leite. Guia da Copa Falha de Cobertura.
Record // 200 pp // R$ 69,90

Narrado por Craque Daniel e Professor Cerginho, os apresentadores do programa Falha de Cobertura, o guia reúne informações sobre os países e jogadores participantes da Copa do Mundo de 2026 e propõe deixar o torcedor brasileiro por dentro do grande evento com humor, curiosidades e “análises duvidosas feitas com confiança absoluta”.


Camila Appel. Enquanto você está aqui.
Posf. Ana Claudia Quintana Arantes // Fósforo // 176 pp // R$ 79,90

A jornalista, autora do blog da Folha de S. Paulo Morte sem Tabu, busca explicar com didatismo, mas também sentimento, como funcionam os processos relacionados ao término da vida, incluindo internações hospitalares, lida com serviços de saúde e decisões sobre rituais de despedida, além de discutir temas como eutanásia e ortotanásia.


Camilo Rocha. Bate-Estaca: como DJs, drag queens e clubbers salvaram a noite de São Paulo.
Pref. Cláudia Assef // Veneta // 224 pp // R$ 99,90

O jornalista, DJ e pesquisador musical reúne entrevistas com clubbers, DJs e drag queens, arquivos, memória e pesquisa de campo sobre as origens e a ascensão da cena noturna na capital paulista. Com fotos de Cláudia Guimarães, Fabio Mergulhão e Teylor Soares, Rocha traça o surgimento dos clubes históricos na década de 80, das raves dos anos 90 e dos megafestivais de música eletrônica em 2000.


Camilo Vannuchi. Nunca mais.
Discurso direto // 240 pp // R$ 99,00

O jornalista e escritor paulistano narra os bastidores do Projeto Brasil: Nunca Mais (1979-1985), a maior denúncia contra a tortura feita no país. Um grupo de advogados, religiosos, pesquisadores e jornalistas se juntou, nos últimos anos da ditadura militar, para copiar e analisar mais de setecentos processos judiciais contra perseguidos políticos. O trabalho comprovou a farsa na Justiça brasileira e contribuiu para denunciar as atrocidades cometidas pelo Estado.


Cecilia Arbolave. O livro de fazer livros: produção gráfica para edições independentes.
Ils. João Montanaro // Lote 42 // 212 pp // R$ 160,00

A autora explora e analisa o mundo da produção gráfica, apontando diferentes formatos e técnicas e discutindo os principais desafios enfrentados por editoras e artistas para a publicação de um livro.


Chico Mattoso. O hipopótamo.
Todavia // 96 pp // R$ 66,90

Romance de formação, acompanha, pelo olhar infantil, o amadurecimento de Rodrigo, um menino introspectivo, filho de pais separados, na São Paulo dos anos 90.


Cristhiano Aguiar. Gótico nordestino.
Alfaguara // 136 pp // R$ 77,90

Nos nove contos sombrios, em sua maioria escritos durante a pandemia de coronavírus, a doença está de alguma forma presente. As narrativas se organizam em um arco temporal que começa na era do cangaço, atravessa a ditadura militar e chega aos dias atuais. As histórias espelham uma sociedade marcada pela violência e pelo autoritarismo, na qual o terror está entranhado na intimidade.


Chukwuebuka Ibeh. Bênçãos.
Trad. Petê Rissatti // Tusquets // 256 pp // R$ 69,90

O autor nigeriano conta a história de um jovem enviado a um internato após ser flagrado com outro garoto pelo pai. Seu amadurecimento coincide com a lei que proibiu o casamento LGBTQIA+ no país.


Daniel Munduruku. Fantasmas.
Record // 144 pp // R$ 59,90

No novo romance do vencedor do Jabuti, um indígena preso confessa ser o responsável pela morte de homens brancos — ou fantasmas, como ele os chama — que dizimaram o seu povo. Com a confissão, seu advogado, um homem negro, se vê obrigado a batalhar pela liberdade do cliente ao mesmo tempo em que busca impedir que a violência sofrida pela comunidade do protagonista caia no esquecimento.


Daniela Catrileo. Chilco.
Trad. Elisa Menezes // DBA // 248 pp // R$ 84,90

No novo romance da poeta, escritora e ativista chilena, um casal decide sair da metrópole da América Latina em que vive após se frustrar com os rumos de uma revolta popular contra a especulação imobiliária. A mudança para uma pequena ilha permite que se reconectem com a sua ancestralidade.


Dona Rosinha. Memórias do meu quilombo.
Pref. Conceição Evaristo // Pallas // 96 pp // R$ 36,00

A ex-presidente do Quilombo Morro Santo Antônio, em Itabira (MG), revisita sua trajetória nesta obra que, em dezesseis capítulos, passa pela sua orfandade na primeira infância, a miséria, a fome e o racismo sofrido desde a época da escola.


Eder Chiodetto (org.). Outros navios: Eustáquio Neves.
Apres. Luiz Deoclecio Massaro Galina // Introd. Eder Chiodetto // Edições Sesc // 240 pp // R$ 125,00

Catálogo da mostra homônima exibida no Sesc Ipiranga, em São Paulo, em 2022, que revisitou quarenta anos da trajetória do fotógrafo mineiro. Químico industrial de formação e descendente de escravizados, ele usa seus conhecimentos laboratoriais para criar montagens que remetem à memória e à resistência afro-brasileira.


Egana Djabbárova. As mãos das mulheres da minha família não eram destinadas à escrita.
Trad. Maria Vragova // Posf. Svetlana Ruseishvili // Ars et Vita // 168 pp // R$ 69,90

Nascida na Rússia e filha de pais azerbaijanos, a autora dos poemas de Rus bala (Ars et Vita, 2024) estreia no romance. Organizado a partir das partes do corpo, o livro, vencedor do Hamburger Literaturpreise 2025, trata da história das mulheres de uma família e da experiência da doença.


Erika Palomino. Babado forte: 35 anos de cultura jovem no Brasil.
Ubu // 464 pp // R$ 199,00

Edição ampliada e atualizada do livro-reportagem da jornalista e curadora carioca sobre a vida noturna na cidade e a cena clubber da década de 1990. Em comemoração aos 25 anos da primeira publicação, a autora revê as entrevistas e relatos, expande a cobertura para além do eixo Rio-São Paulo e aborda os novos fenômenos underground, como as estéticas mandrake e de cria; a influência do rap, do eletropagode e outros gêneros para as festas e raves; e a importância política de festas como a Mamba Negra e a Batekoo.


Estelle-Sarah Bulle. Onde o vento faz a curva.
Trad. Letícia Mei // Editora 34 // 288 pp // R$ 85,00

Uma jovem criada nos subúrbios de Paris recorre às histórias da tia Antoine para compreender suas origens caribenhas e a identidade mestiça. Romance de estreia da autora francesa de origem guadalupense, vencedor dos prêmios Stanislas, Carbet e Eugène-Dabit em 2018, constrói um retrato familiar e histórico da experiência antilhana entre Caribe e França.


Eucanaã Ferraz. Aramão.
Companhia das Letras // 96 pp // R$ 99,90

Combinação de poesia, ensaio, memória e crônica do autor de Sentimental (Companhia das Letras, 2012), vencedor do Prêmio Portugal Telecom, e Cada coisa (Companhia das Letrinhas, 2016), vencedor dos prêmios de Melhor Livro de Poesia e de Melhor Projeto Editorial, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.


Fabio Luis Barbosa dos Santos. Saudades do que nunca fomos: brasileiros e o futebol.
Elefante // 160 pp // R$ 66,00

O professor da Unifesp e da USP e autor de Além do PT: a crise da esquerda brasileira em perspectiva latino-americana (2017) e Uma história da onda progressista sul-americana (2019), ambos publicados pela Elefante, reflete sobre as mudanças relacionadas às transformações políticas e econômicas pelas quais o futebol brasileiro (e os sentimentos ao redor dele) passou. O autor pensa o esporte como “um indicador expressivo das próprias condições da vida civilizada” no país e perpassa temas como a apropriação da camisa amarela da Seleção pelo bolsonarismo.


Felipe Charbel. Lacunas: sobre amar os livros que não lemos.
Relicário // 128 pp // R$ 65,90

Escritor, ensaísta e professor da UFRJ, o autor de Janelas irreais: um diário de releituras (Relicário, 2018) e Saia da frente do meu sol (Autêntica Contemporânea, 2023) recorre à autoficção para refletir sobre suas leituras ao longo da vida. Há dois eixos: o primeiro diz respeito aos livros que não lemos; o segundo fala sobre a morte de familiares e o luto.


Fernando José de Almeida. Elogio à saudade.
Seja Breve // 88 pp // R$ 64,90

Aos 82 anos, o filósofo e educador estreia na literatura com inventário amoroso das memórias recolhidas depois do suicídio da filha.


Fernando Morais. Lula: vol. 2.
Companhia das Letras // 352 pp // R$ 89,90

Continuação da biografia de Luiz Inácio Lula da Silva, a obra trata da história do presidente desde os últimos anos de ditadura até a primeira vitória eleitoral, em 2002. O período inclui as Diretas Já, o embate com Collor em 1989 e o Plano Real.


Frei Betto. O voo da locomotiva.
Rocco // 160 pp // R$ 59,90

O frade dominicano, vencedor dos prêmios Jabuti e Juca Pato, volta às memórias da ditadura com a história de Rosa Maria, a primeira pessoa de uma família humilde a entrar na universidade e ascender socialmente. A protagonista do romance, porém, deixa tudo para trás para lutar na guerrilha sob uma nova identidade e acaba presa e torturada pelo regime.


Gabriel Tupinambá. O desejo de psicanálise: exercícios de pensamento lacaniano.
Trad. Gabriel Lisboa Ponciano // Apres. Carla Rodrigues // Pref. Slavoj Žižek // Boitempo // 296 pp // R$ 85,00

O pesquisador e psicanalista carioca tece uma crítica da ideologia lacaniana e discute seus limites atuais em relação a áreas como política, filosofia e ciências.


Gabriela Borges e Dani Marino (org.). Quadrinhos, diversidade e insurgência: Mina de HQ 10 anos.
Pref. Mariamma Fonseca, Samanta Coan e Samara Horta // Kipuka // 192 pp // R$ 105,00

Compila HQs assinadas por centenas de quadrinistas para comemorar uma década de existência da plataforma multimídia voltada para a divulgação do trabalho de mulheres cis, pessoas trans e não binárias da área.


Gaía Passarelli. Deslumbre: histórias de obsessão musical.
Terreno Estranho // 160 pp // R$ 84,90

A jornalista e escritora revisita sua formação cultural para mostrar como a música foi decisiva na construção de sua identidade. Para isso, relembra espaços e vivências que marcaram a sua geração e a evolução de comportamentos e de tecnologias.


Giovana Madalosso. Batida só.
Todavia // 240 pp // R$ 84,90

Depois de ser atacada na rua, uma jornalista descobre no hospital que sofre de uma arritmia grave. O novo romance da autora de Suíte Tóquio (Todavia, 2020), finalista do Jabuti e recomendado pelo New York Times, explora temas como doença e fé, vida e morte.


Gregorio Duvivier. Aos pés da letra.
Companhia das Letras // 192 pp // R$ 69,90

O humorista, poeta e escritor mergulha nos mistérios das palavras e da língua portuguesa para trazer à tona significados surpreendentes do nosso vocabulário. O livro é uma espécie de continuação da peça O céu da língua, que ganhou o Prêmio Bibi Ferreira 2025 e, até o momento, levou mais de 250 mil espectadores ao teatro.


Gustavo Piqueira. Warja Lavater: desenho como escrita como desenho.
Lote 42 // 64 pp // R$ 60,00

O artista gráfico, designer e escritor investiga a trajetória da artista e ilustradora suíça (1913-2007) que, além de transformar o design em linguagem narrativa ao recriar contos de fadas por meio de glifos e pictogramas abstratos, dialogou com o design modernista e buscou sistematizar a comunicação.


Ian Uviedo. Computer love.
Lote 42 // 48 pp // R$ 35,00

Publicado originalmente como uma fanzine, usa ferramentas de IA como base para um exercício textual que busca explorar binômios como conteúdo e forma, originalidade e apropriação.


Inés Bortagaray. Quantas aventuras nos aguardam.
Trad. Miguel Del Castillo // Cambalache // 180 pp // R$ 74,00

A autora uruguaia dá voz a uma narradora que, embora precise se virar num cotidiano exigente, não adota uma posição condescendente sobre si.


Inés Bortagaray. Um, dois e já.
Cambalache // 56 pp // R$ 56,00

Narrada em primeira pessoa, a trama acompanha os devaneios de uma garota durante uma viagem de carro com a família pelo litoral do Uruguai nos anos 1980.


Januária Cristina Alves. Educação midiática na prática.
Edições Sesc // 192 pp // R$ 62,00

A jornalista e educomunicadora, duas vezes vencedora do Jabuti, reflete sobre desinformação, inteligência artificial, teorias da conspiração, discurso de ódio e censura. A autora defende que a educação midiática é uma ferramenta crucial para transitar democraticamente por um mundo saturado de informação digital e polarizações.


Jeferson Tenório. De onde eles vêm.
Companhia das Letras // 208 pp // R$ 79,90

O escritor, professor de literatura e editor carioca, vencedor do Jabuti por O avesso da pele (Companhia das Letras, 2020), ambienta este romance na Porto Alegre dos anos 2000 para contar a história de um jovem que vive seu despertar racial enquanto cuida da avó doente e surgem os primeiros debates acerca das cotas raciais no país.


João Pombo Barile. Presente do acaso: um ensaio biográfico sobre Silviano Santiago.
Autêntica // 384 pp // R$ 94,90

Explora os bastidores das principais obras daquele que é considerado um dos maiores autores brasileiros vivos. Construída a partir de entrevistas, a obra revisita a trajetória pessoal do escritor laureado com os prêmios Camões, Oceanos e Jabuti, incluindo sua infância e juventude em Minas Gerais, suas vivências como acadêmico no exterior e seu retorno ao Brasil, nos anos 1970.


João Tokunbó Carneiro. Café da manhã com os orixás: guia de reflexões para cada dia do ano.
Pallas // 424 pp // R$ 98,00

Seguindo o formato consagrado dos devocionais, o autor, que é sacerdote de religiões afro-brasileiras e doutor em ciências da religião, apresenta um mito relacionado aos orixás para cada dia do ano, com significados e interpretação, conduzindo o leitor às próprias reflexões.


Julia Kumpera. Na noite lésbica: o levante do Ferro’s Bar.
Autêntica // 152 pp // R$ 64,90

A historiadora reconstrói o levante do Ferro’s Bar, em São Paulo, em 1983, episódio que se tornou marco da luta lésbica no Brasil e originou o Dia Nacional do Orgulho Lésbico. A autora recupera a história de mulheres que, em plena ditadura militar, transformaram aquele ponto de encontro em espaço de resistência e de mobilização política contra a opressão e o preconceito.


Leo Cunha. Cadê o rio que estava aqui?.
Posf. Renata Falzoni // Ils. Paulo Rea // Peirópolis // 40 pp // R$ 69,00

O protagonista busca por rios submersos e os recria na imaginação, enquanto reflete e lamenta o desaparecimento de uma série deles, hoje canalizados devido às transformações urbanas na paisagem brasileira.


Leo Cunha e Tino Freitas. É dia de futebol.
Ils. PriWi // Brinque-Book // 32 pp // R$ 59,90

Vencedores de prêmios como o Jabuti e o FNLIJ, os autores narram a experiência de uma criança em sua primeira ida ao estádio de futebol – o que ganha novo significado quando se revela que a narradora é uma menina em sua cadeira de rodas. Aborda pertencimento, inclusão e acessibilidade a partir da emoção de torcer e ocupar um espaço coletivo.


Lilian Sais. As regras.
DBA // 144 pp // R$ 76,90

Volume final da “tetralogia da perda”, escrita após a morte do pai, o romance joga com memórias pessoais e coletivas, como grandes partidas de futebol. Doutora em letras clássicas e poeta, a escritora ganhou o segundo lugar no prêmio da Fundação Biblioteca Nacional com Palavra nenhuma (Círculo de poemas, 2024) e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com O funeral da baleia (Patuá, 2021).


Luiz Antônio Simas. São Jorge: o santo do povo e o povo do santo.
Planeta // 112 pp // R$ 49,90

Conta a história da fé no santo a partir do seu culto por católicos, ortodoxos, anglicanos e muçulmanos e sua presença na cultura popular, dos terreiros aos botequins.


Luiz Villares. Ecos do Antropoceno: legados, interesses e caminhos.
Casa Matinas // 154 pp // R$ 84,90

O ambientalista analisa os impasses de um mundo marcado por desigualdades e pela exploração excessiva dos recursos naturais desde a Revolução Industrial. Discutindo aquecimento global, justiça climática e ecocentrismo, Villares aponta caminhos de mitigação e prevenção de desastres.


Mar García Puig. A história dos vertebrados.
Trad. be rgb // Bazar do Tempo // 304 pp // R$ 92,00

Neste romance autobiográfico, a autora catalã conta a experiência de ter se tornado mãe de gêmeos no mesmo dia em que foi eleita deputada do Congresso Espanhol, em 2015.


Marcella Franco. Solo.
Ils. Paula Schiavon // Bazar do Tempo // 72 pp // R$ 86,00

A jornalista e escritora usa a própria experiência para contar a história de uma mãe solo e seu filho, de ambas as perspectivas, passando por descobertas, desafios e o amor que nasce da relação. A ilustradora, autora do premiado Diário das coisas impossíveis (Livros da Matriz, 2022), também passou pela experiência.


Maria Brant. O ano do cometa.
Fósforo // 160 pp // R$ 84,90

O ano de 1986 foi marcado, no Brasil, não só pela passagem do cometa Halley, mas também pela realização da Assembleia Nacional Constituinte, marco da redemocratização após mais de vinte anos de ditadura militar. Os acontecimentos do período são contados a partir da perspectiva de três pré-adolescentes neste romance de formação sobre os impactos da história nas vidas privadas.


Maria Rita Kehl. Tempo esquisito.
Boitempo // 192 pp // R$ 65,00

Autora de Bovarismo brasileiro (2018) e Ressentimento (2020), a psicanalista paulista resgata o conceito de “banalidade do mal”, proposto por Hannah Arendt, mas o emprega num sentido diferente, para descrever a leviandade com que muitas pessoas se sentiram autorizadas a praticar o mal contra indivíduos vulneráveis. Kehl reflete sobre os principais traços do governo de Jair Bolsonaro — o sadismo, o aumento da intolerância, a disseminação da violência, a indiferença em relação aos mais pobres e o negacionismo na saúde pública.


Maria Valéria Rezende. Recapitulações.
Posf. Roberto Zular // Editora 34 // 88 pp // R$ 57,00

A vencedora dos prêmios São Paulo e Jabuti ressuscita personagens inventados por grandes nomes da literatura, como Machado de Assis, Franz Kafka e Guy de Maupassant, que ganham novos destinos em uma série de contos.


Mariana Salomão Carrara. Cláudia Vera Feliz Natal.
Todavia // 232 pp // R$ 84,90

A premiada autora de Não fossem as sílabas do sábado (2022) e A árvore mais sozinha do mundo (2024) narra as angústias e a solidão de um juiz cronicamente indeciso enviado para pequenas cidades do interior do Brasil.


Mario Mendoza. Satanás.
Trad. Maria Alzira Brum Lemos // Tusquets // 224 pp // R$ 59,90

Premiado na Colômbia e ambientado em uma Bogotá caótica, o romance explora a presença do mal no cotidiano. A cidade se torna o lugar onde personagens como uma ladra, um pintor atormentado e um padre se cruzam, suas histórias convergindo para o drama de um veterano da Guerra do Vietnã mergulhado em uma espiral de culpa e violência.


Natalia Timerman. Antes que apague.
Companhia das Letras // 192 pp // R$ 74,90

Em seu terceiro romance, a escritora e psiquiatra paulistana se inspirou na convivência com a mãe, diagnosticada com Alzheimer. Enlutada, a narradora busca artifícios para preservar as memórias da matriarca e acaba fazendo descobertas sobre o passado dela.


Natércia Pontes. Vida doçura.
Companhia das Letras // 176 pp // R$ 79,90

A autora de Os tais caquinhos (Companhia das Letras, 2021) retrata, em seu novo romance, uma escritora que, enfrentando um bloqueio criativo e traumatizada pela morte precoce da mãe, desenvolve uma obsessão pela vida aparentemente perfeita de uma influenciadora.


Nei Lopes. Dicionário de africanismos nas Américas.
Civilização Brasileira // 200 pp // R$ 69,90

O cantor, compositor e pesquisador da cultura africana e afro-diaspórica, vencedor de três Jabutis, explora as conexões entre língua, memória e formas de resistência, mostrando como palavras e expressões usadas cotidianamente pelos brasileiros foram incorporadas de vocábulos africanos.


Noemi Jaffe. Te dou minha palavra.
Companhia das Letras // 208 pp // R$ 79,90

A escritora, professora e crítica literária se debruça sobre a própria infância e juventude, no Brasil dos anos 1970, como filha de refugiados do Leste Europeu sobreviventes do Holocausto.


Norman Finkelstein. A indústria do holocausto: reflexões sobre a exploração do sofrimento judeu.
Trad. Red Yorkie // Autonomia Literária // 304 pp // R$ 99,00

O cientista político americano examina o lugar que o Holocausto ocupa na cultura global e argumenta que a memória do genocídio conquistou a relevância que possui hoje somente quando Israel se alinhou à política externa dos Estados Unidos durante a Guerra Árabe-Israelense, em 1967. O autor defende ainda que a indústria do Holocausto se tornou um “esquema de extorsão descarado”.


Paula Sibilia. Eu mereço!: da velha hipocrisia aos novos cinismos.
Ubu // 160 pp // R$ 69,90

A ensaísta argentina que mora no Rio de Janeiro, onde dá aulas no departamento de estudos culturais e mídia da UFF, questiona a hipocrisia burguesa e os novos cinismos desta época de redes sociais, fake news e promessas de “empoderamento” individual, analisando as mudanças morais e tecnológicas do capitalismo a partir dos anos 1970.


Pedro Bial. Isabel do vôlei da vida: a onda mais alta de Ipanema.
Gente // 240 pp // R$ 79,90

O jornalista costura a história de Isabel Salgado, atleta que conquistou, além de medalhas, reconhecimento internacional em sua área, abrindo as portas e levando o vôlei feminino à elite mundial. A jogadora chegou a ser convidada a ser Ministra do Esporte no terceiro mandato de Lula, mas morreu antes de aceitar o cargo, aos 62 anos.


Pilar Quintana. Noite negra.
Trad. Elisa Menezes // Companhia das Letras // 208 pp // R$ 69,90

Autora de A Cachorra (Intrínseca, 2020), romance que recebeu o prestigiado Prêmio Biblioteca de Narrativa Colombiana, e de Los abismos, romance ainda não traduzido para o português, agraciado com o Prêmio Alfaguara 2021. Em Noite negra, a protagonista Rosa vive com o companheiro Gene em uma casa de madeira construída por eles, entre a selva e o mar do Pacífico na Colômbia. Quando Gene se ausenta por alguns dias, Rosa passa a sentir a natureza como ameaça, na forma de barulhos, animais e insetos, além da presença inquietante dos vizinhos homens.


Reinaldo Moraes. Noitada.
Todavia // 464 pp // R$ 119,90

O autor do celebrado Pornopopeia (Objetiva, 2009) narra o encontro de três personagens da elite progressista paulistana numa única noite em São Paulo: um escritor desonesto, sua ex-namorada e uma atriz jovem e rica. Com narração em primeira e terceira pessoa, são reveladas as contradições dessas figuras e de uma classe social.


Ricardo Abramovay. Infraestrutura para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Elefante // 108 pp // R$ 42,00

Mostra os desastres provocados por grandes projetos (Transamazônica, Belo Monte) guiados pela captura privada da natureza e defende que é preciso oferecer às pessoas atividades que possibilitem uma nova relação com a floresta, como a bioindústria de essências da mata, a pesca e o extrativismo.


Ricardo Domeneck. Memorando: Maximin.
Posf. Matheus Guménin // Ercolano // 132 pp // R$ 69,20

O poeta narra, em versos e em prosa, uma relação com um jovem de codinome Maximin, quinze anos mais novo.


Ricardo Domeneck. A cidadania das bonecas de pano.
Ars et Vita // 128 pp // R$ 58,00

Uma investigação sobre o corpo, a linguagem e as formas de pertencimento no mundo contemporâneo. Do poeta e performer, vencedor do Jabuti de Poesia por Cabeça de galinha no chão de cimento (Editora 34, 2023) e organizador da coletânea Homem com homem: poesia homoerótica brasileira no século XXI (Ercolano, 2025).


Rui Tavares. Hipocritões e oligarcas: passado e futuro das guerras culturais.
Tinta-da-China Brasil // 240 pp // R$ 82,90

O historiador português, criador do podcast Agora, agora e mais agora, retoma conflitos relacionados a identidades, valores e narrativas do passado de modo a lembrar que eles não são exclusivos do presente e apresentar alternativas para inspirar o seu combate.


Rute Costa e Inara Nascimento. Ajeum mi’u: confluências negras e indígenas em torno da alimentação no Brasil.
Elefante // 170 pp // R$ 60,00

Traça o caminho da comida pela cozinha, roça, quintal e terreiro para pensar nos alimentos como território de conhecimento e na sua relação com memórias e saberes, em um gesto de contracolonização.


Sandro Veronesi. Caos calmo.
Trad. Karina Jannini // Autêntica Contemporânea // 432 pp // R$ 87,90

Vencedor do prêmio Strega, narra a história de um executivo que salva duas mulheres de se afogarem e, ao voltar para casa, encontra a esposa morta em decorrência de um aneurisma. Um dos convidados d’A Feira do Livro 2026, o escritor também venceu o prestigioso prêmio italiano por O colibri (Autêntica Contemporânea, 2024).


Stefano Mancuso. Fitópolis.
Trad. Regina Silva // Ils. Mariana Zanetti // Ubu // 208 pp // R$ 79,90

Articulando exemplos botânicos e experiências urbanas, o neurobiólogo e botânico italiano propõe repensar as cidades a partir da lógica das plantas, defendendo a criação de “cidades vivas” — mais resilientes, adaptáveis e integradas aos ecossistemas — como resposta à crise climática.


Stefano Volp. Santo de casa.
Record // 192 pp // R$ 69,90

O escritor e jornalista capixaba radicado no Rio de Janeiro, autor de Homens pretos (não) choram (HarperCollins, 2022) e Nunca vi a chuva (Galera, 2023), alterna a narrativa entre as vozes de três irmãos que se reúnem após a morte trágica do pai. Imersos no luto, os personagens mergulham em traumas perpetuados pelo morto, como os relacionados à violência doméstica e à dominação masculina.


Tracy Mann. O mundo todo é Bahia: memórias do Brasil.
Trad. Santiago Nazarian // Posf. J. P. Cuenca // Laranja Original // 272 pp // R$ 60,00

A estadunidense relembra os anos em que conviveu com figuras como Dominguinhos, Mario Cravo Neto e Gilberto Gil, em Salvador, nos anos 1970 — o último, aliás, é o autor da frase que intitula o livro.


Uirá Machado. Entre bispos e reis: a trajetória de Mequinho, um gênio brasileiro do xadrez.
Todavia // 496 pp // R$ 139,90

Biografia de Henrique Costa Mecking, considerado o maior enxadrista brasileiro, que chegou ao terceiro lugar do ranking internacional nos anos 1970 e se afastou do esporte no auge da carreira.


Vários autores. Como desarmar o autoritarismo no Brasil: uma agenda para a desradicalização.
Org. Conrado Hübner Mendes, Fernando Romani Sales e Lucas Petroni // Tinta-da-China Brasil // 304 pp // R$ 89,90

Novo volume da coleção LAUT (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo) reúne ensaios de dez especialistas, que conceituam a radicalização autoritária no Brasil, suas manifestações e possíveis caminhos para enfrentá-la a partir do fortalecimento democrático. São contemplados na análise as forças armadas, as polícias, o sistema de justiça, a educação, a internet e a religião.


Vera Iaconelli. Análise.
Zahar // 208 pp // R$ 69,00

A psicóloga e psicanalista recorda os caminhos por meio dos quais chegou ao divã — como paciente e como profissional — e reflete sobre os limites da psicanálise, em um testemunho sobre o poder de transformação da escuta e do fazer textual.