Ministério da Cultura apresenta
Aninha de Fátima Sousa, da Fundação Itaú, e Renata Ruggiero, do Instituto Motiva (Camila Almeida/Terebi/A Feira do Livro)

A FEIRA DO LIVRO 2026,

Debate sobre democratização da cultura abre tablado literário: ‘Cultura não é luxo’

Aninha de Fátima Sousa, Paulo Werneck e Ricardo Ohtake discutem a importância de ocupar espaços públicos com arte

30maio2026 • Atualizado em: 07jun2026

Uma conversa sobre democratização da cultura e importância da literatura e outras artes na formação pessoal deu o pontapé inicial na programação d’A Feira do Livro no Espaço Motiva Tablado Literário. A mesa Democratizar é fazer chegar reuniu Aninha de Fátima Sousa, da Fundação Itaú, Paulo Werneck, diretor-geral d’A Feira, e Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake e ex-secretário estadual de Cultura, com mediação de Renata Ruggiero, do Instituto Motiva. 

A Feira do Livro é um símbolo do que queremos promover nas cidades”, disse Ruggiero, que dirige o instituto ligado à Motiva, maior empresa de mobilidade do Brasil e um dos principais apoiadores do evento. Ruggiero falou sobre as ações desenvolvidas, em São Paulo, Rio e Salvador, pela instituição, como a de levar, aos lugares onde a cultura é promovida, pessoas normalmente sem acesso a espaços culturais, assim como levar cultura, em outra via, a espaços não formais.

Aninha de Fátima Sousa, da Fundação Itaú, relatou as pesquisas que a instituição vem desenvolvendo junto a jovens do projeto Guri, que mostram como o consumo de cultura melhora o desempenho escolar não só em áreas criativas, mas também em disciplinas como matemática. “Cultura não é um luxo; é algo que devia ser fundamental para todos, como saúde e educação”, disse.

Diretor-geral d’A Feira do Livro, Paulo Werneck contou como, numa conversa durante um café com seu sócio, o arquiteto Álvaro Razuk, surgiu a ideia do festival: fazer um evento em torno da cultura do livro num espaço público, seguindo o modelo de feiras literárias que existem há décadas em cidades como Madri e Lisboa. “As pessoas não sabiam que era possível ocupar a cidade assim”, disse Werneck. “Esperamos que A Feira fique como um legado para São Paulo.”

Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake e ex-secretário estadual de Cultura (Camila Almeida/Terebi/A Feira do Livro)

Gestor cultural com grande experiência nos setores público e privado, Ricardo Ohtake lembrou como o Instituto Tomie Ohtake, dirigido por ele, decidiu não cobrar ingressos para as exposições, mesmo num valor simbólico, por perceber que parte do público tinha sumido. “O povo que tinha menos recursos, principalmente pretos e pardos, sumiu da fila. Então, suspendemos a cobrança até hoje”, contou. Ohtake também falou das limitações da instituição para promover as artes para além do espaço expositivo, como na publicação de livros e em apresentações musicais. 


A Feira do Livro 2026 

A quinta edição do festival literário, gratuito e a céu aberto, acontece de 30 de maio a 7 de junho, na praça Charles Miller, no Pacaembu. Realizada pela Associação Quatro Cinco Um, a Maré Produções e o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, A Feira do Livro 2026 reúne mais de cem autores e autoras do Brasil e do exterior em uma programação com mais de duzentas atividades, entre debates, oficinas, contações de histórias e encontros literários. Confira a programação e outras notícias do festival.

A Feira do Livro
30 de maio a 7 de junho de 2026
Praça Charles Miller – Pacaembu – São Paulo/SP
Entrada gratuita
@afeiradolivro

Horário
Finais de semana e feriado: das 10h às 20h
Dias úteis (segunda, terça e quarta): das 14h às 21h

A Feira do Livro incentiva o público a visitar o festival a pé, de bicicleta, táxi, transporte por aplicativo ou transporte público. O estacionamento na praça é limitado.

Nota da Associação: essa mesa foi realizada com o apoio de Quatro Cinco Um, Instituto Motiva, Itaú Cultural e teve interpretação de libras da EducaLibras.

Quem escreveu esse texto

Amauri Arrais

É jornalista, editor da Quatro Cinco Um e mestrando em Teoria Literária na USP.

Feira do Livro 30 de maio–7 de junho Praça Charles Miller, São Paulo Entrada gratuita

A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

A edição de 2026 tem patrocínio ouro do Mercado Livre, da Motiva e da Prefeitura de São Paulo e prata do Itaú e Laranjinha Itaú. Juntos, os patrocinadores reforçam seu compromisso com o acesso à cultura, à leitura e à democratização do conhecimento. Conta ainda com o apoio do Pinheiro Neto Advogados, do Instituto Ibirapitanga, do Enjoei e da Companhia das Letras, além de parceria institucional da Livraria da Travessa, do Mercado Livre Arena Pacaembu, da SP Livro, do Museu do Futebol, junto à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. O evento também tem o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil, do Instituto Camões, da Arco Educação, do Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, do Instituto Ramon Llull, da Gráfica Viena, da Chambril, da Kiro, da Frida & Mina, do INNSiDE by Meliá São Paulo Higienópolis, do Ernesto Tzirulnik Advocacia, da Ecooar, da ArPa, da ,ovo e do Bubu restaurante. A visibilidade e a difusão d’A Feira do Livro 2026 são ampliadas por meio de parcerias de mídia com a Quatro Cinco Um, Folha de S. Paulo, UOL, TV Brasil, Rádio Nacional, JCDecaux, Piauí, CartaCapital, Mídia Ninja, Nexo, Gama e PublishNews, que potencializam o alcance do evento.