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Quatro Cinco Um de junho traz um especial sobre Samuel Beckett

Textos de diferentes autores revisitam a chegada da obra do dramaturgo irlandês no Brasil, sua atualidade e a lógica singular de sua escrita

01jun2026 • Atualizado em: 31maio2026 | Edição #106

A edição de junho da Quatro Cinco Um traz um especial sobre o dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989). Fábio de Souza Andrade escreve sobre a chegada das peças e da prosa do dramaturgo ao Brasil desde os anos 50; Matheus Cenachi analisa a atualidade de Beckett 120 anos após seu nascimento; Marcela Oliveira explora a peculiar lógica beckettiana; e Guilherme Gontijo Flores resenha Fim de partida. Arte da capa: Susa Monteiro.

Samuel Beckett em noite de estreia da montagem de uma de suas peças em Paris (1970) (Reg Lancaster/Express/Getty Images)

A revista também traz textos sobre o desmedido e divertido amor de Gregorio Duvivier pela língua, por Caetano W. Galindo; Parcelado e o ciclo de acesso, consumo e dívida nas periferias de São Paulo, por Maria Luiza Rocha Bueno; a análise de Lydia Davis da sua própria escrita, por Luana Chnaiderman; as novas antologias de prosa e poesia de Fernando Pessoa, por Guilherme Magalhães; uma entrevista com Natalia Timerman, que lança Antes que apague, por Adriana Ferreira; e o lançamento do infantojuvenil póstumo de Nêgo Bispo, por Bianca Tavolari. 

Natalia Timerman em seu consultório, em São Paulo (Lia Lubambo)

Mais na edição: as formas de ver o mundo de Fabio Morábito, por Schneider Carpeggiani; a gramática política de Michel Gherman, Ronilso Pacheco e Ana Luiza Albuquerque, por Júlio Canhada; entrevistas com Bruna Beber sobre Pó de arroz, por Iara Biderman, e com Tracy Mann sobre a cena musical baiana nos anos 70, por Erika Muniz; e, em ritmo de Copa, Luiza Romão escreve sobre os abraços inexplicáveis do futebol.

A autora estadunidense Tracy Mann (Divulgação)

+ colunas: Paulo Roberto Pires resenha Apesar dos meus ossos roídos, de André Viana; Juliana Borges lembra dos domingos em família, Djaimilia Pereira de Almeida reflete sobre os espaços íntimos da casa; Humberto Brito discute o retorno da leitura atenta; Ondjaki pensa o tempo como matérias da literatura; e Renato Parada fotografa a poeta e tradutora Ana Guadalupe.

À esquerda, André Viana e o pai, em 1981, no sítio da Jabutiana, Aracaju, onde Antonio Carlos Viana cresceu e ambientou muitos de seus contos; à direita, pai e filho, escritores (Acervo pessoal)

+ resenhas: o thriller melancólico de Tokurō Nukui, por Carlos André Moreira; o ensaio de Gabriel Weber sobre a linha de ônibus 474 e as dinâmicas urbanas do Rio de Janeiro, por Mariana Schiller; as possibilidades de articulação entre liberalismo e fascismo propostas por Alvaro Bianchi, por Raissa Wihby Ventura.

Colagem do ônibus 474 por Gabriel Weber (Divulgação)

A edição de maio destaca 16 livros e traz um listão com 114 lançamentos em 24 áreas:

  1. Pó de arroz (Círculo de Poemas), de Bruna Beber.
  2. Apesar dos meus ossos roídos (Todavia), de André Viana.
  3. Bênçãos (Tusquets), de Chukwuebuka Ibeh. Tradução de Petê Rissatti.
  4. Parcelado: dinâmicas de consumo na periferia (Fósforo), de Kauê Lopes dos Santos.
  5. 474 Jacaré/Copacabana (Sobinfluencia), de Gabriel Weber.
  6. Fascismo e liberalismo: afinidades seletivas (Boitempo), de Alvaro Bianchi.
  7. Diálogos em tempos difíceis: decifrando a gramática da nova extrema direita (Fósforo), de Michel Gherman, Ronilso Pacheco e Ana Luiza Albuquerque.
  8. O mundo todo é Bahia: memórias do Brasil (Laranja Original), de Tracy Mann. Tradução de Santiago Nazarian.
  9. Aos pés da letra (Companhia das Letras), de Gregorio Duvivier.
  10. Fim de partida (Companhia das Letras), de Samuel Beckett. Tradução de Fábio de Souza Andrade.
  11. Antes que apague (Companhia das Letras), de Natalia Timerman.
  12. Os gritos (Rocco), de Tokurō Nukui. Tradução de Rafael Schuabb.
  13. Antologia mínima: poesia e Antologia mínima: prosa (Tinta-da-China Brasil), de Fernando Pessoa. Organização de Jerónimo Pizarro.
  14. O idioma materno (Relicário), de Fabio Morábito. Tradução de Mariana Sanchez.
  15. Um pato amado é assado: ensaios práticos sobre práticas de escrita (WMF Martins Fontes), de Lydia Davis. Tradução de Camila von Holdefer.
  16. A manga da terra (Ubu + Piseagrama), de Antônio Bispo dos Santos. Ilustrações de Xiloceasa.

Matéria publicada na edição impressa #106 em junho de 2026.

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