A escritora indiana Arundhati Roy (Still de Zishaan A Latif)

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Quatro Cinco Um de setembro traz na capa Arundhati Roy

A indiana escreve sobre os protestos que tomaram a Índia em julho e fala sobre rebelião, escrita e o novo Meu abrigo, minha tormenta

01set2026

A edição de setembro da Quatro Cinco Um traz na capa Arundhati Roy. Em ensaio, a escritora e ativista indiana escreve sobre os protestos que tomaram as ruas da Índia em julho. Em entrevista a Beatriz Muylaert, Roy fala sobre rebelião, escrita e o recém-lançado Meu abrigo, minha tormenta. O especial conta ainda com resenhas de sua autobiografia e da edição comemorativa de O Deus das pequenas coisas, por Tais Leite de Moura. Capa: Zishaan A Latif.

A escritora e ativista Arundhati Roy em Jantar Mantar, em Délhi, em 27 de julho, após a retirada da manifestação de jovens de 36 dias liderada pela Cockroach Janta Party (Vipin Kumar/Hindustan Times via Getty Images)

A revista também traz textos sobre o tratado da tristeza infinita de Sigmund Freud, por Marilsa Taffarel; as memórias do exílio de Hisham Matar, por Paulo Roberto Pires; as lembranças de Jurandy Valença de um encontro com Caio Fernando Abreu, morto há trinta anos; Paloma Vidal e o lado de lá de Punta del Este, por Gabriela Aguerre; além de uma entrevista com o cardeal e poeta José Tolentino Mendonça, por Iara Biderman.

Caio Fernando Abreu e Jurandy Valença (Dominique Torquato/Divulgação)

Paulo Sérgio Pinheiro revisita a história da ditadura brasileira em Olhares ianques, de Felipe Loureiro; Marina Helou propõe antídotos ao mundo virtual em Quem está formando os nossos filhos?, por Luciana Temer; Julia Kumpera resgata a história da noite lésbica paulistana, por Augusta da Silveira de Oliveira; a tradução inédita do persa para o português brasileiro dos poemas de Hafez, por Guilherme Gontijo Flores.

A escritora e deputada estadual Marina Helou (Iury Carvalho/Divulgação)

+ resenhas: Colcoz, de Emmanuel Carrère, por Kelvin Falcão Klein; Cavalo selvagem, de Yukio Mishima, por Walmir Gois; O fascínio das palavras, de Leonardo Fróes, por Henrique Marques Samyn; e De um jeito pra você, de outro pra mim, de Sofia Mariutti e Sophia Rousseaux, por Marcella Franco.

O escritor e poeta Leonardo Fróes (Nilton Fukuda)

+ colunas: Juliana Borges e Djamilia Pereira de Almeida escrevem sobre conexões por meio da literatura e de viagens; Ondjaki fala sobre a saudade; Renato Parada fotografa Alexandre Vidal Porto; Iara Biderman entrevista Xico Sá; e Humberto Brito escreve sobre migração.

A edição de setembro destaca quinze livros e traz um listão com 108 lançamentos em 32 áreas:

  1. O tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias (Todavia), de Xico Sá.
  2. Meus amigos (Âyiné), de Hisham Matar. Tradução de Giovani T. Kurz.
  3. Na noite lésbica: o levante do Ferro’s Bar (Autêntica), de Julia Kumpera.
  4. Olhares ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos (Companhia das Letras), de Felipe Loureiro.
  5. Quem está formando os nossos filhos?: manifesto por uma infância e adolescência livres de telas (Tinta-da-China-Brasil), de Marina Helou. 
  6. Luto e melancolia (Ubu), de Sigmund Freud. Tradução de Marilene Carone.
  7. Da taverna ao paraíso (Tabla), de Hafez. Tradução de Nicolas Voss.
  8. O fascínio das palavras: ensaios de literatura (Editora 34), de Leonardo Fróes. Organização de Cide Piquet.
  9. O Deus das pequenas coisas (Record), de Arundhati Roy. Tradução de José Rubens Siqueira.
  10. Meu abrigo, minha tormenta (Record), de Arundhati Roy. Tradução de Fernanda Abreu.
  11. Colcoz (Alfaguara), de Emmanuel Carrère. Tradução de Mariana Delfini.
  12. O lado de lá (Bazar do Tempo), de Paloma Vidal. 
  13. Cavalo selvagem (Estação Liberdade), de Yukio Mishima. Tradução de Eunice Suenaga.
  14. Os enigmas singulares: antologia poética (Círculo de Poemas), de José Tolentino Mendonça.
  15. De um jeito pra você, de outro pra mim (Baião), de Sofia Mariutti e Sofia Rousseaux