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Quatro Cinco Um de fevereiro traz especial sobre o Carnaval
O caso de amor não correspondido entre os enredos e a literatura, a ascensão do samba no Rio de Janeiro e um perfil do compositor e escritor Nei Lopes estão entre os destaques da edição
01fev2026 | Edição #102
A Quatro Cinco Um de fevereiro traz na capa o especial “Histórias que dão samba”, com textos sobre o Carnaval. Marcelo Moutinho escreve sobre o caso de amor não correspondido entre os enredos e a literatura; Thaís Regina passeia pelos trilhos que testemunharam a ascensão do samba no Rio de Janeiro; Vinícius Natal rememora os dez anos de Pra tudo começar na quinta-feira, de Luiz Antonio Simas e Fábio Fabato; e Rachel Valença faz um perfil do compositor e escritor Nei Lopes. Arte da capa: Daniel Kondo.
A edição traz também textos sobre Foucault e a crítica como recusa ao poder, por Bernardo Carvalho; o recém-descoberto primeiro romance de Virginia Woolf, por Ana Carolina Mesquita; a obra que rendeu o prêmio Goncourt — e um processo — ao franco-argelino Kamel Daoud, por Élvio Cotrim; a expedição gastronômica de Bel Coelho pelo Pará, por Flávia Couto; e a literatura, o cinema e a música na pintura de David Hockney, por Matheus Lopes Quirino.
A literatura é destacada em uma série de resenhas: Raízes loiras, de Bernardine Evaristo, por Elena Brugioni; a estreia na ficção para adultos do escritor indígena Daniel Munduruku, por Carlos Messias; Kokoro, a obra-prima do escritor japonês Natsume Soseki, por Thais Lancman; as memórias sexuais de Edmund White, morto em 2025, por Luciano Brito; o infantojuvenil em que robôs meio toscos (e engraçados) descobrem uma realidade pós-apocalíptica, por Veronica Stigger; além de uma entrevista com Maria Brant, por Iara Biderman.

Na não ficção, a edição traz textos sobre A loteria do nascimento, de Michael França e Fillipi Nascimento, por Anna Carolina Venturini; a luta de Erika Hilton e do pastor Henrique Vieira pelos direitos da maioria, por Paolo Demuru; e as raízes da atual onda antidemocrática, segundo o historiador canadense Quinn Slobodian, por Lucas Petroni.
Mais Lidas
+ resenhas: os poemas de Alberto Martins, inspirados no triângulo poético-amoroso entre Marina Tsvetáieva, Boris Pasternak e Rainer Maria Rilke, por Irineu Franco Perpetuo; o romance de Dani Langer sobre a dor da perda, por Nanni Rios; a primeira coletânea nacional de poemas não religiosos de que se tem notícia, por Leandro Aguiar; e o premiado e corajoso livro de Francisco Mota Saraiva, por Luiz Mauricio Azevedo.
Colunas: Paulo Roberto Pires escreve sobre o debate público frouxo, em que “ninguém segura a mão de ninguém”; Juliana Borges reflete sobre a literatura que resiste ao colapso global; Ondjaki relembra as histórias angolanas que circulam na memória coletiva; e Renato Parada fotografa a jornalista e escritora Silvana Tavano, vencedora do prêmio Oceanos de 2025.
A edição de fevereiro destaca 18 livros e traz um listão com 103 lançamentos em 22 áreas:
- O ano do cometa (Fósforo), de Maria Brant.
- The Loves of My Life: A Sex Memoir (Bloomsbury), de Edmund White.
- Deságua (Zouk), de Dani Langer.
- Hayek’s Bastards: The Neoliberal Roots of the Populist Right (Penguin), de Quinn Slobodian.
- A loteria do nascimento: filha do porteiro termina universidade, mas não alcança filho do rico (Jandaíra), de Michael França e Fillipi Nascimento.
- O que te faz lutar?: diálogo entre uma trans e um pastor (Planeta), de Erika Hilton e Henrique Vieira.
- O que é a crítica? (Ubu), de Michel Foucault. Organização de Henri-Paul Fruchaud e Daniele Lorenzini. Tradução de Claudio Medeiros, João Francisco Gabriel de Oliveira Filho, Ivan de Sampaio, Mario Antunes Marino e Rafael Nogueira Furtado. Introdução e notas de Daniele Lorenzini e Arnold I. Davidson.
- Boris e Marina: poemas (Companhia das Letras), de Alberto Martins.
- O Cancioneiro das Baldaias: sete sonetos jocosos e uma balada — Salvador, Bahia (1592) (Chão), de Bartolomeu Fragoso. Organização de Sheila Hue.
- Pra tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos (Mórula), de Luiz Antonio Simas e Fábio Fabato. Ilustrações de Fernando Pamplona.
- Fantasmas (Record), de Daniel Munduruku.
- Morramos ao menos no porto (Biblioteca Azul), de Francisco Mota Saraiva.
- Kokoro (Estação Liberdade), de Natsume Soseki. Tradução de Junko Ota.
- Raízes loiras (Companhia das Letras), de Bernardine Evaristo. Tradução de Camila von Holdefer.
- Língua interior (DBA), de Kamel Daoud. Tradução de Bernardo Ajzenberg.
- David Hockney (Thames & Hudson), de Fondation Louis Vuitton (Org.).
- Floresta na boca: Amazônia — pessoas, paisagens e alimentos (Fósforo), de Bel Coelho. Apresentação de Marina Silva. Introdução de Jerônimo Villas-Bôas. Ilustrações de Marina Aranha.
- A incrível expedição dos robôs (Solisluna), de Taťána Rubášová e Jindřich Janíček. Tradução de Klára Bachurková e Guido André Araújo.
Matéria publicada na edição impressa #102 em fevereiro de 2026.
