Ministério da Cultura apresenta
O escritor e consultor André Carvalhal e a jornalista Petria Chaves durante a mesa Silenciar o ruído (Matias Maxx/Terebi/A Feira do Livro)

Tablados Literários,

Tecnologia e redes sociais

15jun2026

Silenciar o ruído (3 de junho • Tablado Literário Bubu)

No Tablado Literário Bubu, a terça-feira (3) começou com a mesa Silenciar o ruído. O escritor e consultor André Carvalhal, autor de A alegria em ficar de fora (Agir, 2025), e a jornalista Petria Chaves, apresentadora da CBN e autora dos livros Escute teu silêncio (2023) e Como sei o que sei (2025), ambos pela editora Academia, conversaram sobre o resgate da presença por meio da desconexão estratégica das telas e a busca por alegria em um mundo de excessos e distrações. 

Chaves defendeu a intuição como uma forma de inteligência e a importância da disciplina — que devemos “cultivar em alguns momentos justamente porque, em outros, a vida vai virar a gente de cabeça pra baixo”.

Eles também criticaram a indústria do wellness, que tem tentado vender um modelo perfeito de ser e estar, “que, além de ser totalmente elitista, é superficial”, diz Chaves. “Se você não tem presença, você não tem alegria e não tem você. E se você não tem você, você não tem autoconhecimento, autocuidado, bem-estar — não tem nada disso”, refletiu Carvalhal. Chaves também participou, no sábado (30), da mesa Entre o silêncio e o encontro, com o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral. (Gabriela Caputo)

Inteligência estratégica (3 de junho • Espaço Motiva Tablado Literário)

A primeira mesa de quarta-feira (3) do Tablado Literário Motiva recebeu Renata Ruggiero, Regina Magalhães e Jackie Esteves, em uma conversa sobre tecnologia, sustentabilidade e inovação, na qual defenderam que a IA (inteligência artificial) pode desempenhar um papel decisivo na construção de modelos de desenvolvimento mais inclusivos e regenerativos. Para as debatedoras, no contexto das cidades, além de ampliar a produtividade das empresas, a tecnologia tem potencial para otimizar sistemas de mobilidade, monitorar indicadores sociais e ambientais e apoiar a formulação de políticas públicas mais eficazes.

Para Ruggiero, presidente do Instituto Motiva, as empresas têm responsabilidade sobre os efeitos que produzem nos territórios onde atuam e podem contribuir para cidades mais sustentáveis ao reduzir externalidades negativas e ampliar benefícios coletivos. “A inteligência artificial tem o poder de incluir, mas também tem o poder de excluir. No campo da mobilidade, por exemplo, a inteligência artificial já é utilizada para otimizar rotas, integrar modais de transporte e reduzir emissões”, disse Ruggiero. (Jaqueline Silva)

Seremos dados (6 de junho • Tablado Literário Mário de Andrade)

O filósofo Marcus Bruzzo falou sobre seu recém-lançado Seremos dados: a filosofia da perda do espaço humano para a inteligência artificial (Difel, 2026). 

Bruzzo, que pesquisa as relações entre filosofia e tecnologia, explicou ao público como as inteligências artificiais funcionam e os perigos que corremos conforme elas ficam cada vez mais presentes no nosso dia a dia. “Nossos filhos e netos sonharão os sonhos das máquinas”, disse. (Beatriz Souza)

Navegando na cultura e nas redes das big techs (7 de junho • Tablado Literário Mário de Andrade)

No domingo (7), a escritora Fernanda Cerávolo compartilhou com os ouvintes do Tablado Mário de Andrade sua experiência trabalhando em um cargo de liderança no Google — o grande detalhe é que ela fez isso estando no Japão. 

Sem conhecer a língua e os costumes, ela precisou adaptar sua personalidade para gerenciar uma equipe que a enxergava como “gringa”. Depois dessa experiência, Cerávolo decidiu escrever Nômades num barco de origami, que está lançando pela editora Quelônio.

Durante a conversa, a autora contou que era vista como uma americana no Japão, já que usava o inglês para se comunicar, e que demorou para os japoneses entenderem que ela era brasileira. Quando isso aconteceu, a curiosidade deles com o Brasil virou um facilitador para criar relações. 

Além disso, Cerávolo disse que teve cuidado para não afastar os japoneses com sua personalidade. “Eu não sou santa; não virei diretora do YouTube obedecendo as pessoas. Quando eu cheguei lá, com o ‘pé na parede’, como eu fazia aqui no Brasil, eu percebi que não poderia ser assim. Eu precisei ler o ambiente, abaixar a cabeça muitas vezes, para depois conseguir ser respeitada.” (Mariana Franco)

Feira do Livro 30 de maio–7 de junho Praça Charles Miller, São Paulo Entrada gratuita

A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

A edição de 2026 tem patrocínio ouro do Mercado Livre, da Motiva e da Prefeitura de São Paulo e prata do Itaú e Laranjinha Itaú. Juntos, os patrocinadores reforçam seu compromisso com o acesso à cultura, à leitura e à democratização do conhecimento. Conta ainda com o apoio do Pinheiro Neto Advogados, do Instituto Ibirapitanga, do Enjoei e da Companhia das Letras, além de parceria institucional da Livraria da Travessa, do Mercado Livre Arena Pacaembu, da SP Livro, do Museu do Futebol, junto à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. O evento também tem o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil, do Instituto Camões, da Arco Educação, do Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, do Instituto Ramon Llull, da Gráfica Viena, da Chambril, da Kiro, da Frida & Mina, do INNSiDE by Meliá São Paulo Higienópolis, do Ernesto Tzirulnik Advocacia, da Ecooar, da ArPa, da ,ovo e do Bubu restaurante. A visibilidade e a difusão d’A Feira do Livro 2026 são ampliadas por meio de parcerias de mídia com a Quatro Cinco Um, Folha de S. Paulo, UOL, TV Brasil, Rádio Nacional, JCDecaux, Piauí, CartaCapital, Mídia Ninja, Nexo, Gama e PublishNews, que potencializam o alcance do evento.