Ministério da Cultura apresenta
Helen Fadul, Ricardo Hirata e Bianca Dias na mesa Mãe na boca, no Tablado Bubu (Matias Maxx/Terebi/A Feira do Livro)

Tablados Literários,

Fazer livros e formar leitores

15jun2026

Livros que abrem mundos (31 de maio • Tablado Literário Bubu)

Na mesa Livros que abrem mundos, os autores Peter LaRubia, Leonilia Ribeiro, Rafael Zoehler e Maria Fernanda Elias Maglio debateram as diferentes formas de narrar, o alcance da literatura feita por autores iniciantes ou independentes e a importância da formação de leitores. “Há novas formas de publicar hoje em dia, mas alcançar outros públicos é complicado. Buscar o leitor é um compromisso do autor com o seu livro — e as redes sociais vêm ajudando”, refletiu Ribeiro, autora de Homo restus (Patuá).

Maglio, vencedora do Jabuti por Enfim, Imperatriz (Patuá), enfatiza que o problema da formação de novos leitores no Brasil é estrutural. “É essencial para formar cidadão, pensamento crítico, empatia. Parece tão simples e é tão complexo — se muda um país com isso”, pensa a escritora. (Guilherme Magalhães)

Mãe na boca (1 de junho • Tablado Literário Bubu)

A mesa Mãe na boca reuniu, no início da tarde de segunda-feira (1º), as escritoras Helen Fadul e Bianca Dias, no Tablado Bubu. 

Durante o encontro, Fadul falou sobre o tempo de gestação de um livro e de como essa elaboração se inicia muito antes da escrita e da publicação. Também comentou sobre sua coletânea de poemas recém-lançada pela editora Piscina Pública. (Lúcia Nascimento)

Lígia Jalantonio e Regiane Ishii na mesa Ações educativas em bibliotecas e formação de novos públicos (Tereza Novaes/Terebi/A Feira do Livro)

Ações educativas em bibliotecas e formação de novos públicos (1 de junho • Tablado Literário Mário de Andrade)

Localizada no centro de São Paulo, a Mário de Andrade foi a primeira biblioteca pública da cidade. Na mesa Ações educativas em bibliotecas e formação de novos públicos, realizada na tarde de segunda (1º), no Tablado Literário Mário de Andrade, a construção da instituição foi um dos temas da conversa. 

Regiane Ishii, coordenadora do núcleo educativo da biblioteca, ressaltou a importância desse espaço cultural para a integração da literatura com outras linguagens artísticas, como na programação cênica e musical regular da biblioteca e nos eventos da Virada Cultural. (Lúcia Nascimento)

Literatura independente e bibliodiversidade (2 de junho • Tablado Literário Bubu)

Na tarde de terça (2), a mesa Literatura independente e bibliodiversidade reuniu escritores e editores para tratar da importância das pequenas editoras no fomento da bibliodiversidade. Eduardo Lacerda, editor da Patuá, falou sobre seu trabalho revelando autores da cena contemporânea. (Lúcia Nascimento)

Escrever, publicar, circular (5 de junho • Tablado Literário Bubu)

No Tablado Literário Bubu, os editores Tiago Fabris Rendelli, da Urutau, e Eduardo Lacerda, da Patuá, discutiram os desafios e a importância de manter vivas as pequenas editoras no Brasil. Para Rendelli, são esses selos independentes que abrem espaço para novos autores e contribuem para uma produção literária com vozes e temas mais diversos.

Durante a conversa, Lacerda chamou a atenção para a escassez de livrarias no país. “Uma boa parte dos municípios brasileiros não tem livraria”, afirmou. O editor também refletiu sobre o papel ambíguo da Amazon no mercado editorial: ao mesmo tempo que amplia o acesso aos livros em regiões sem livrarias, contribui para o enfraquecimento e o fechamento de pequenos estabelecimentos.

Para ele, a experiência da leitura vai além da compra. O contato físico com os livros e a troca com os livreiros são elementos fundamentais para a formação de leitores e para a manutenção de uma cultura literária ativa. Lacerda também destacou a relevância de eventos como A Feira do Livro, que fortalecem o ambiente do livro ao aproximar leitores, editoras independentes e livrarias. (Malu Vieira)

Novos e velhos clubes de leitura nas bibliotecas (5 de junho • Tablado Literário Mário de Andrade)

No último evento da sexta (5) no Tablado Literário Mário de Andrade, o público pôde acompanhar uma conversa sobre as atividades realizadas em clubes de leituras em bibliotecas. Os convidados — os mediadores de clubes na cidade de São Paulo Heitor Botan, Mariana Mendes e Maynara Moreira — falaram sobre as possibilidades de atividades que acontecem dentro desse ambiente literário. 

“O que é legal dos clubes é que leva a gente a novas leituras”, diz Mendes. Os participantes reforçaram a importância de que essas atividades aconteçam em espaços públicos, para que seus frequentadores participem da sua construção. Segundo eles, nos clubes acontecem importantes trocas de perspectiva. (Maria Eduarda Oliveira)

Há livros que mudam tudo (6 de junho • Tablado Literário Bubu)

Débora Sander, da TAG Livros, e Livia Piccolo, da Antofágica, discutiram Cartas a um jovem poeta, de Rainer Maria Rilke (1875-1926), na mesa Há livros que mudam tudo. A plateia acompanhou a leitura dramática de trechos da obra, seguida de uma conversa sobre livros que perduram e transformam a vida de seus leitores.

A obra, uma coletânea de cartas trocadas entre o autor e Franz Xaver Kappus (1883-1966), então um aspirante a escritor, é um clássico dos conselhos literários e também aborda temas como amadurecimento e solidão. Uma edição especial está sendo lançada pelas editoras, parte das caixinhas de julho da TAG Livros. 

Tanto Sander quanto Piccolo foram impactadas pelas cartas de Rilke em momentos de suas vidas pessoais. Por isso, concordaram sobre a universalidade do livro, que, apesar de ter mais de cem anos, ainda dialoga com as inquietações atuais. “Todo mundo tem uma interioridade rica e um impulso criativo. Não necessariamente a pessoa quer ser artista, mas existe um impulso de gerar algo”, disse Piccolo. (Gabriela Caputo)

Bibliotecas na lógica da economia criativa (6 de junho • Tablado Literário Mário de Andrade)

A diretora da Biblioteca Mário de Andrade Luiza Thesin conversou com Sueli Nemen, supervisora de bibliotecas municipais na Prefeitura de São Paulo, sobre o papel das bibliotecas públicas como espaços de inovação cultural, produção de conhecimento e dinamização de territórios. 

Thesin contou como espetáculos realizados na Mário de Andrade têm atraído mais pessoas para o universo da leitura e destacou o programa Mário na Praça, que acontece uma vez por mês na praça José Gaspar, atrás da biblioteca. 

“A curadoria conversa com o público dos bares, que fica até mais tarde [na praça]”. Ela ainda lembrou que, durante a última edição da Virada Cultural, a Mário de Andrade realizou atividades em espaços próximos, como a Galeria Metrópole, incentivando o ecossistema local ligado à economia criativa. 

Já Nemen lembrou do projeto MPB – Música Popular na Biblioteca, que tem como convidados grandes nomes da música brasileira ligados à literatura. A iniciativa estreou em abril na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, zona oeste da capital paulista, com o cantor Zeca Baleiro, autor de seis livros.

“A gente sempre pensa em fazer essa junção [de música e literatura] porque assim formamos novos leitores”. Ela também ressaltou o papel importante de bibliotecas municipais como centros de cidadania. Por exemplo, a Biblioteca Adelpha Figueiredo (Pari), que virou um local de referência para imigrantes (sobretudo bolivianos) em busca de informações sobre como tirar documentos no Brasil ou encontrar uma escola para os filhos. (Vitor Pamplona)

Feira do Livro 30 de maio–7 de junho Praça Charles Miller, São Paulo Entrada gratuita

A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

A edição de 2026 tem patrocínio ouro do Mercado Livre, da Motiva e da Prefeitura de São Paulo e prata do Itaú e Laranjinha Itaú. Juntos, os patrocinadores reforçam seu compromisso com o acesso à cultura, à leitura e à democratização do conhecimento. Conta ainda com o apoio do Pinheiro Neto Advogados, do Instituto Ibirapitanga, do Enjoei e da Companhia das Letras, além de parceria institucional da Livraria da Travessa, do Mercado Livre Arena Pacaembu, da SP Livro, do Museu do Futebol, junto à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. O evento também tem o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil, do Instituto Camões, da Arco Educação, do Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, do Instituto Ramon Llull, da Gráfica Viena, da Chambril, da Kiro, da Frida & Mina, do INNSiDE by Meliá São Paulo Higienópolis, do Ernesto Tzirulnik Advocacia, da Ecooar, da ArPa, da ,ovo e do Bubu restaurante. A visibilidade e a difusão d’A Feira do Livro 2026 são ampliadas por meio de parcerias de mídia com a Quatro Cinco Um, Folha de S. Paulo, UOL, TV Brasil, Rádio Nacional, JCDecaux, Piauí, CartaCapital, Mídia Ninja, Nexo, Gama e PublishNews, que potencializam o alcance do evento.