Ministério da Cultura apresenta

Tablados Literários,

Arte e imagens na praça

15jun2026 • Atualizado em: 16jun2026

Entre a palavra e a imagem (4 de junho • Tablado Literário Bubu)

A artista Verena Smit conversou com a jornalista Paula Jacob sobre seu livro Entre a palavra e a imagem (WMF Martins Fontes), que marca seus dez anos de produção. Na conversa, ela relembrou o início da sua carreira, quando ainda não se via como artista, e a repercussão de seus trabalhos nas redes sociais e também refletiu sobre como o livro foi importante para sua reconexão com o trabalho artístico após o nascimento de sua filha. (Beatriz Souza)

Do livro de artista à crítica (4 de junho • Tablado Literário Mário de Andrade)

Dois editores de livros de arte, Isabel Diegues, da Cobogó, e Eduardo Brandão, da Tijuana, conversaram sobre a publicação de obras do gênero no Brasil. “Para mim, era uma obsessão fazer livros que chegassem às livrarias”, disse Diegues. 

Ela disse que acredita que a livraria funciona como uma espécie de biblioteca pública, onde o leitor pode ver e pegar os livros de arte, sem necessariamente comprá-los. “O meu primeiro público é o livreiro e o desafio é fazer ele se interessar a ocupar seu espaço físico com um livro que é grande e não vende muito.” (Beatriz Souza)

Contando histórias com imagens (4 de junho • Tablado Literário Mário de Andrade)

O publicitário Marcello Serpa conversou com Julius Wiedemann, fundador da editora Afluente, sobre sua relação com as imagens e a literatura. Serpa revelou que aprender sobre design moldou a forma como guiou o seu trabalho. 

“Simplificar ao máximo uma mensagem é o que faz o design e isso se tornou o meu mantra — falar muita coisa dizendo pouco”, disse. “Eu trouxe isso para a propaganda. É muito mais difícil ser simples do que ser complexo”, afirmou o ex-sócio da AlmapBBDO. 

Ele contou ainda sobre o que o levou a, depois de vender sua parte da agência, escrever Vendo (Afluente, 2025). “O livro era uma maneira de marcar o meu quadradinho na história da propaganda brasileira — tirar de mim e deixar a minha história registrada. A história deixa de ser minha e fica lá para quem quiser consultar”, disse. (Beatriz Souza)

Publicações radicais: fotolivros, os artistas e professores (5 de junho • Tablado Literário Bubu)

Os artistas e professores Luciana Molisani e André Penteado discutiram o potencial do fotolivro para além do circuito artístico, defendendo seu uso como ferramenta pedagógica capaz de articular imagem, narrativa e materialidade no processo de ensino. 

Os participantes destacaram que, diferentemente de catálogos ou coletâneas de fotografias, o fotolivro é concebido como uma obra autoral, em que imagens, textos e sequências visuais constroem uma narrativa aberta a múltiplas interpretações. 

Nesse sentido, o formato pode estimular a leitura crítica das imagens e ampliar a compreensão de como narrativas visuais são produzidas e consumidas em uma sociedade marcada pela circulação acelerada de conteúdos digitais.

Ao refletir sobre a relação entre fotolivro e educação, os convidados ressaltaram a importância de ensinar estudantes a observar, interpretar e produzir imagens de forma consciente. “Em contraposição à lógica das redes sociais, que privilegia o consumo rápido e superficial de conteúdos visuais, o fotolivro convida o leitor a desacelerar, revisitar imagens e construir sentidos ao longo do tempo”, disse Penteado. (Jaqueline Silva)

Feira do Livro 30 de maio–7 de junho Praça Charles Miller, São Paulo Entrada gratuita

A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

A edição de 2026 tem patrocínio ouro do Mercado Livre, da Motiva e da Prefeitura de São Paulo e prata do Itaú e Laranjinha Itaú. Juntos, os patrocinadores reforçam seu compromisso com o acesso à cultura, à leitura e à democratização do conhecimento. Conta ainda com o apoio do Pinheiro Neto Advogados, do Instituto Ibirapitanga, do Enjoei e da Companhia das Letras, além de parceria institucional da Livraria da Travessa, do Mercado Livre Arena Pacaembu, da SP Livro, do Museu do Futebol, junto à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. O evento também tem o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil, do Instituto Camões, da Arco Educação, do Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, do Instituto Ramon Llull, da Gráfica Viena, da Chambril, da Kiro, da Frida & Mina, do INNSiDE by Meliá São Paulo Higienópolis, do Ernesto Tzirulnik Advocacia, da Ecooar, da ArPa, da ,ovo e do Bubu restaurante. A visibilidade e a difusão d’A Feira do Livro 2026 são ampliadas por meio de parcerias de mídia com a Quatro Cinco Um, Folha de S. Paulo, UOL, TV Brasil, Rádio Nacional, JCDecaux, Piauí, CartaCapital, Mídia Ninja, Nexo, Gama e PublishNews, que potencializam o alcance do evento.