451,

Cinco livros para ler e reler em 8 de março

Na semana dos direitos da mulher, a jornalista Aline Midlej indica 5 livros que fazem a sua cabeça

08mar2020 - 09h40

Âncora do Jornal GloboNews edição das 10, Aline Midlej é uma leitora voraz. Para celebrar o dia internacional dos direitos da mulher, a revista dos livros pediu a ela cinco livros que fizeram ou vêm fazendo a sua cabeça. A prosa engajada de Conceição Evaristo, um romance histórico de Luize Valente, um manifesto de Chimamanda, a biografia de Michele Obama e a irresistível tetralogia de Elena Ferrante são as indicações da jornalista.


 

Conceição Evaristo. Insubmissas lágrimas de mulheres. Malê

Primeiro livro que li de Conceição Evaristo, a quem considero a maior escritora brasileira viva. Na obra, o conceito de sororidade, ainda muito distorcido, ganha forma em palavras. Literatura forte, engajada e necessária.


 

Luize Valente. Uma praça em Antuérpia. Record

Romance histórico sublime, como outras obras da brasileira Luize Valente. A escolha é pelo livro e pela autora, que merece ser mais difundida. Uma jornalista que deixou a grande imprensa para se embrenhar na literatura e sempre traz uma sensibilidade muito feminina e documental. 


 

Chimamanda Ngozi Adichie. Sejamos todos femininstas. Companhia das Letras

Não tinha como Chimamanda Ngozi Adichie não estar na minha lista. Difícil é escolher qual obra destacar. Como disse a própria já disse:  questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. 

Elena Ferrante. Série Napolitana. Biblioteca Azul/Globo.

A obra, assinada pelo pseudônimo de Elena Ferrante, em quatro livros, fala muito bem sobre as relações entre mulheres. Afeto, cumplicidade, insegurança, competição mas, acima de tudo, o amor entre amigas. E acho que todas temos um pouco de Lenu, que se cobra, sente um dever constante de aprovação, de mostrar que é relevante. Uma pressão construída socialmente e, ainda, implacável.  


 

Michelle Obama. Minha história. Companhia das Letras

Estou lendo agora. Do livro que vende em livraria de aeroporto e que vale a pena. Porque a história da primeira-dama americana negra vale a pena. Apesar de toda romantização, é emblemático pra entender a trajetória de uma mulher de classe media baixa que chegou até esse posto. Michelle é, realmente, uma fada poderosa. 

Quem escreveu esse texto

Aline Midlej

 É jornalista, âncora do Jornal GloboNews.